sábado, 12 de abril de 2014

Em ato no TJDF, família pede punição a padrasto suspeito de matar bebê


Professor de jiu-jítsu foi preso no dia 1º, mas nega acusações. 
Menino de 1 ano e 11 meses teria sofrido espancamento e abuso sexual.

Familiares mostram faixas nas quais pedem Justiça após a morte de um bebê de 1 ano e 11 meses no DF (Foto: Isabella Formiga/G1)Familiares mostram faixas nas quais pedem Justiça após a morte de um bebê de 1 ano e 11 meses no DF (Foto: Isabella Formiga/G1)
Familiares do bebê Miguel Estrela, que morreu com 1 ano e 11 meses supostamente após ser espancado e abusado pelo padrasto, fizeram um protesto na manhã desta sexta-feira (11) em frente ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal para cobrar punição contra o crime. Principal suspeito, o professor de jiu-jítsu Daryell Dickson Menezes Xavier, de 25 anos, foi preso no dia 1º e nega as acusações.
Avó materna do menino, Márcia Valéria disse que pretende entregar uma carta para um desembargador pedindo que ele cumpra a pena máxima pelo crime. "A gente quer Justiça, pena máxima, que ele fique o máximo de tempo possível na cadeia. Queremos que as leis sejam mais rígidas", declarou.
Familiares e amigos pedem Justiça após morte de bebê no DF (Foto: Isabella Formiga/G1)Familiares e amigos pedem Justiça após morte de
bebê no DF (Foto: Isabella Formiga/G1)
A criança foi internada no último dia 27 no Hospital Anchieta, em Taguatinga, e morreu dois dias depois. Médicos haviam sido informados que a vítima teria sofrido uma queda. Servidores da unidade de saúde, no entanto, acionaram a polícia após constatarem que os ferimentos não eram compatíveis com os de uma queda.
“A ação de traumatismo foi contundente e a força exercida foi muito grande. Só uma pessoa com porte grande e conhecimento de técnicas, como o padrasto, que era lutador de jiu-jitsu, saberia dar”, disse a delegada da 38ª DP Tânia Soares. “A criança também tinha uma fissura no ânus, não se sabe se proveniente de abuso sexual, já que constipação também dá fissura”.
  •  
A ação de traumatismo foi contundente e a força exercida foi muito grande, só uma pessoa com porte grande e conhecimento de técnicas, como o padrastro, que era lutador de jiu-jítsu, saberia dar"
Tânia Soares, delegada da 38ª DP
Xavier se apresentou à polícia dois dias após a morte, quando já era considerado foragido. Ele se recusou a falar durante o depoimento. Depois, foi levado para o Departamento de Polícia Especializada (DPE) no Plano Piloto.
Segundo a delegada, no sábado, a mãe deixou o bebê com o lutador e saiu. Pouco depois, ele ligou dizendo que o menino estava tendo convulsões e alegou que ele havia caído. Os dois levaram o bebê ao hospital.
A delegada afirmou que o homem não compareceu ao velório. “O padrasto passou a ser o principal suspeito pelas contradições e pela versão dos familiares. Fomos juntando e verificamos que ele foi a única pessoa que esteve em contato com a criança. Não houve queda da própria altura, ele não caiu em casa, na escola”, disse a delegada. “Já tem um mandado de prisão e estamos à captura dele. Ele se encontra foragido.”

FONTE: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/04/em-ato-no-tjdf-familia-pede-punicao-padrasto-suspeito-de-matar-bebe.html

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.