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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Cinegrafista ferido em protesto segue internado em estado grave no Rio


Santiago Andrade, da Bandeirantes, foi atingido por um artefato na cabeça.
Manifestação foi contra o aumento da passagem de ônibus.


O repórter cinematográfico da Bandeirantes, Santiago Ilídio Andrade, que ficou gravemente ferido na cabeça nesta quinta-feira (6) durante um protesto no Centro do Rio continua internado no Hospital Souza Aguiar. Ele teve afundamento de crânio, passou por uma cirurgia de aproximadamente quatro horas e seu estado de saúde é grave. Como mostrou o Bom Dia Rio, outras seis pessoas também foram levadas para o hospital; cinco delas já tiveram alta. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, outro homem, que não teve a identidade revelado, continua internado, mas não corre risco de morrer.
No fim da tarde, cerca de mil pessoas se reuniram pacificamente na Igreja da Candelária. O protesto foi contra o aumento da tarifa de ônibus que passa, neste sábado, de R$ 2,75 para R$ 3 reais. O reajuste é de 9,09%. Estudantes, integrantes de partidos políticos e black blocs caminharam  em direção à Central do Brasil.
Dentro da estação de trem, mascarados subiram nas catracas. Algumas delas foram quebradas. Houve confronto com a Polícia Militar, e muita correria. Passageiros se sentiram mal. Outros fugiam do tumulto.
Do lado de fora, mais confusão. Um grupo atirou paus e pedras nos PMs. Os policiais lançaram bombas de efeito moral. Vândalos arrancaram placas de metal para usar como escudo e chutaram tapumes.
Montagem 2 - cinegrafista da Band é atingido em protesto no Rio (Foto: Agência O Globo)Cinegrafista da Band é atingido em protesto no Rio
(Foto: Agência O Globo)
Fotos da Agência Globo mostram o momento em que o cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Ilídio Andrade, é atingido na cabeça. (Veja ao lado)
O cinegrafista está em pé, com a câmera no ombro, trabalhando no meio da praça. No primeiro registro, vê-se um rastro de fogo com faíscas perto das costas dele.
À direita, a foto mostra uma explosão sobre a cabeça do funcionário. Uma grande quantidade de fogo se espalha. Na imagem abaixo, à esquerda, ele se curva, ainda com a câmera no ombro, e é possível ver muita fumaça.
Momentos depois, o repórter cinematográfico da TV Globo, Júnior Alves, se aproxima e registra a imagem do cinegrafista da Bandeirantes caído no chão.
A TV Globo não conseguiu encontrar testemunhas que contassem de onde partiu a bomba – se foi da polícia ou de vândalos.
O comandante do 5º Batalhão Luis Henrique Marinho passou a seguinte informação para a assessoria de imprensa da PM: ele disse que estava a 30 metros do local onde o cinegrafista foi atingido e afirmou ter visto pessoas vestidas de preto lançarem morteiros. Ainda de acordo com o comandante, um desses explosivos caiu na cabeça do funcionário da TV Bandeirantes.
No início da madrugada desta sexta-feira, a Secretaria de Saúde informou que a cirurgia do cinegrafista Santiago Andrade foi concluída e a hemorragia no ferimento da cabeça, controlada. Ele continua em estado grave, no CTI.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou nota repudiando a agressão ao cinegrafista da Bandeirantes. A Abraji informa que ainda não se sabe quem disparou o artefato – se policiais ou manifestantes. Afirma também que é necessária uma apuração rápida do que ocorreu para que procedimentos sejam revistos e para que o estado proteja a liberdade de expressão, a liberdade de informação e o jornalista.
A TV Bandeirantes também divulgou nota, informando que o cinegrafista Santiago Andrade foi ferido na cabeça por um artefato – e que não se sabe, por enquanto, se por uma bomba de gás lacrimogêneo ou de fabricação caseira. O comunicado diz também que a Band espera no hospital, junto à família de Santiago, os resultados da cirurgia.
A TV Globo também lamenta profundamente o episódio e acompanhará de perto o caso até que tudo seja esclarecido. E se solidariza com a família do cinegrafista da Bandeirantes, Santiago Andrade.
FONTE:
    http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/02/cinegrafista-ferido-em-protesto-segue-internado-em-estado-grave-no-rio.htm
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Operário ferido em ruptura de adutora segue em estado grave no DF


Homem tem inchaço no cérebro e inflamação e sangramento no pulmão.
Outro operário morreu; Caesb prevê que reparos terminem antes das 8h.


Bombeiros resgatam homem ferido com gravidade em rompimento de adutora na EPTG, na manhã desta quinta (6) (Foto: Lucas Salomão/G1)Bombeiros resgatam homem ferido com gravidade em rompimento de adutora na EPTG, na manhã desta quinta (6) (Foto: Lucas Salomão/G1)
Segue em estado grave um dos operários que se feriu depois que a adutora próxima ao viaduto de acesso à pista do Jóquei de Brasília, na EPTG, se rompeu pela segunda vez em 14 horas nesta quinta-feira (6). O homem tem um inchaço no cérebro e inflamação e sangramento no pulmão. Ele está em coma induzido em uma UTI, no Hospital de Base.
Ele e outros cinco técnicos faziam reparos na adutora, que se rompeu pela primeira vez no início da noite de quarta. A pista da EPTG, no sentido Plano Piloto, chegou a ser interditada. A água atingiu 15 metros de altura. Um novo rompimento aconteceu na manhã desta quinta. Outro operário morreu, depois de ficar mais de 15 minutos preso na tubulação.
A Caesb informou que o conserto deve ser finalizado antes das 8h desta sexta. Por causa do acidente, 20 mil pessoas ficaram sem água no Guará I, II, na Lúcio Costa, na Colônia Agrícola Águas Claras e na Superquadra Brasília. Segundo a companhia, a partir deste horário o abastecimento de água nas regiões afetadas deve ser normalizado gradativamente.
Em escolas do Guará, as aulas foram suspensas nesta quinta e alunos deixaram de tomar banho por causa da falta de água. Funcionários do hospital regional informaram que foram necessários cinco caminhões-pipa para garantir que a unidade de saúde não ficasse sem água. Para esta sexta, não há previsão de suspensão das aulas, de acordo com a Secretaria de Educação.
Adutora
A adutora que se rompeu fica junto ao viaduto sobre a EPTG que dá acesso à pista do Jóquei. Na noite de quarta, o jato de água causado pelo rompimento da adutora atingiu 15 metros de altura.
Adutora da Caesb junto ao viaduto da EPTG que dá acesso ao Jóquei; tubulação que se rompeu duas vezes em um intervalo de 14 horas  (Foto: Isabella Formiga/G1)Adutora da Caesb junto ao viaduto da EPTG que dá acesso ao Jóquei; tubulação se rompeu duas vezes em um intervalo de 14 horas (Foto: Isabella Formiga/G1)
O acidente desta quinta provocou a morte de um operário que ficou preso em uma tubulação e acabou ingerindo muita água. Outras quatro pessoas continuavam internadas até o fim da tarde. O rompimento ocorreu quando os técnicos da Caesb testavam os reparos na tubulação que havia se rompido na noite desta quarta.
A tubulação estourou quando o abastecimento de água foi retomado. O anel de uma vávula não suportou a pressão e causou o novo rompimento da rede.
Investigação e "erro"
O presidente da Caesb, Oto Silvério Guimarães, afirmou que vai abrir investigação interna para apurar as circunstâncias em que a adutora se rompeu pela segunda vez em 14 horas. Diferentemente da avaliação feita pela Defesa Civil, de que houve “erro operacional”, Guimarães negou falta de cuidados por parte da companhia.
O presidente da Caesb, Oto Silvério Guimarães, fala com jornalistas no local do acidente em que adutora se rompeu deixando um morto e quatro feridos (Foto: Lucas Salomão/G1)O presidente da Caesb, Oto Silvério Guimarães,
fala com jornalistas no local do acidente em que
adutora se rompeu deixando um morto e quatro
feridos (Foto: Lucas Salomão/G1)
“Nós entendíamos que a adutora estava em completas condições de operação”, disse Guimarães. “Todos os cuidados técnicos foram tomados para que não acontecesse nada, não se repetisse. Infelizmente aconteceu essa segunda fatalidade.”
Mais cedo, o subsecretário de Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra, afirmou que as obras de reparo da adutora podem continuar normalmente. A autorização foi dada duas horas após a nova ruptura e poucos instantes depois da confirmação da morte do trabalhador.
“Estruturalmente não há risco nenhum. O viaduto aqui desabar, não há risco. Não há risco para trabalho”, afirmou.
De acordo com Bezerra, o acidente não ocorreu por um problema operação e, por isso, não será necessário interditar a região. “A morte foi em risco de um acidente de trabalho, não tem correlação nenhuma com a estrutura. Foi em função de um erro operacional”, disse. “Pode dar continuidade. A pressão da água não afetou a estrutura do viaduto.”
FONTE:
    http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/02/operario-ferido-em-ruptura-de-adutora-segue-em-estado-grave-no-df.htm
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