domingo, 13 de outubro de 2013

Reprise: eleição no DF ressuscita Roriz, Arruda e Estevão

Figuras que pareciam ter ficado para trás, envolvidas em escândalos de corrupção, terão papel decisivo na disputa pelo governo local e se juntarão ao enrolado Agnelo Queiroz, que tentará a reeleição

DE VOLTA - Luiz Estevão, Joaquim Roriz e José Roberto Arruda articulam as eleições no Distrito Federal (Ueslei Marcelino/Folha Press/Cristiano Mariz/Antonio Cunha/DApress)

Há mais de uma década, o eleitor do Distrito Federal acostumou-se a uma lamentável realidade: os políticos eleitos para representá-los acabaram envolvidos em escândalos de corrupção. A lista começa com Joaquim Roriz, passa pelo ex-senador Luiz Estevão, continua com José Roberto Arruda e atinge até o atual governador e candidato à reeleição, Agnelo Queiroz. Em 2014, a história não será diferente. Na semana passada, Roriz filiou-se ao nanico PRTB, seguindo os passos de Estevão. Arruda agora faz parte do PR. ...

Graças à Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que derrubou Arruda, e à Lei da Ficha Limpa, que tirou Roriz da disputa, o petista Agnelo venceu a eleição de 2010 com facilidade. Agora, ele luta contra a popularidade baixa e a perspectiva de uma disputa dura. A primeira conquista importante ele obteve: conseguiu do PMDB o compromisso de manutenção da aliança que o levou ao governo há três anos, embora uma ala do partido ainda ameace saltar do barco. Parte da dificuldade decorre da péssima gestão de Agnelo, somada ao histórico de escândalos mal - ou não - explicados. Por isso, nunca tantos nomes se animaram a disputar um lugar no Palácio do Buriti. Grupos políticos em decadência e antigos aliados do PT se entusiasmaram em entrara na briga.

José Roberto Arruda, que ainda não escolheu qual cargo disputará, precisará convencer o eleitor, pela segunda vez, que merece perdão. Em 2001 ele participou da violação do painel eletrônico do Senado e renunciou ao mandato para fugir da cassação. Voltou ao poder em 2002, como deputado federal. Em 2006, elegeu-se governador do Distrito Federal. Três anos depois, quando o esquema de corrupção montado por ele veio à tona, Arruda sucumbiu novamente diante de algumas das mais deploráveis imagens de roubalheira explícita da política brasileira - Arruda, por exemplo, aparece recebendo dinheiro de corrupção em um pacote. Ele chegou a ser preso pela Polícia Federal por cooptação de testemunha e perdeu o mandato.

Naquela época, o então governador deu sinais de que pensava em se manter na política: antes de ser expulso do DEM, deixou o partido por conta própria. Acabou enquadrado na lei de fidelidade partidária, que tirou-lhe o mandato. Ele tinha direito de recorrer à decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas optou por não fazê-lo. Há uma razão: com essa punição, Arruda apenas ficava sem o cargo de governador, mas estava apto a disputar as próximas eleições. Caso permanecesse no posto, ele fatalmente seria cassado pela Câmara Legislativa do DF, o que lhe renderia um período de cinco anos de inelegibilidade.

Agora, o ex-governador chega ao PR com as bênçãos de Valdemar Costa Neto, mensaleiro e maior articulador do partido. Ele não hesitou em desalojar o comando do partido no Distrito Federal para emplacar um aliado de Arruda no posto.

Roriz – Já o ex-governador Joaquim Roriz, dono de um expressivo capital eleitoral, está firmemente disposto a se candidatar ao governo. Mas tem uma situação mais delicada: aos 77 anos, ele tem grandes chances de ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. O governador renunciou ao mandato de senador, em 2007, para fugir da cassação, depois de ser flagrado negociando a partilha de 2,2 milhões de reais de origem escusa.

No fim de setembro, Roriz - que havia deixado o PSC após as eleições de 2010 - chegou a acertar seu ingresso no DEM. Mas a Executiva Nacional do partido decidiu rejeitar o registro. O ex-governador e sua filha, a deputada distrital Liliane Roriz, migraram para o PRTB. O partido, em Brasília, é comandado por ninguém menos do que o ex-senador Luiz Estevão. Jaqueline Roriz, outra filha do político e deputada distrital flagrada embolsando dinheiro desviado, é filiada ao PMN.

Estevão enfrenta o ostracismo há mais tempo que os colegas: cassado em 2000 por envolvimento em desvio de recursos públicos na obra do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, ele só poderá voltar a disputar eleições em 2022, devido à Lei da Ficha Limpa. Por isso, dedica-se à articulação política. Neste ano, o ex-senador se filiou ao PRTB e passou a comandar o partido na capital federal. “Eu vou me dedicar mais às chapas para deputados federais e distritais”, diz ele.

Se for barrado pela Justiça Eleitoral, Roriz deve abandonar os planos eleitorais. Quem diz é Luiz Estevão: “Ele não cogita disputar outro cargo que não seja o de governador”. Nesse caso, o plano já está traçado: quem irá para a disputa majoritária é Liliane Roriz. "A disposição dele em disputar o governo é real. Mas eu sou o plano B do meu pai", diz Liliane, que recentemente trocou o PSD pelo PRTB.

Em 2010, Roriz fez uma manobra desastrada e escolheu sua mulher, Weslian, para sucedê-lo e evitar o risco de impugnação da chapa por causa da Lei da Ficha Limpa. Inexperiente e despreparada, ela passou vexame nos debates e acabou derrotada por Agnelo.

Nova ala – Depois de apoiar Agnelo em 2010, o deputado federal José Antônio Reguffe (PDT) aceitou participar da disputa pelo governo no ano que vem. Ele foi apontado pelo diretório regional de seu partido na semana passada e aceitou a indicação. Deputado federal com maior votação proporcional em 2010 (20% dos votos do Distrito Federal), Reguffe aposta suas fichas no discurso moralizador em um momento de descrédito generalizado.

Mas a falta de apoio de outras legendas pode prejudicá-lo. A decisão do PDT – partido que Reguffe quase deixou para se filiar à Rede Sustentabilidade – surpreendeu porque foi repentina e criou um problema: Rodrigo Rollemberg, do PSB de Marina Silva e Eduardo Campos, deve disputar o governo. O PDT não pretende recuar. “Imagine que o PDT decida apoiar Eduardo Campos no Brasil inteiro. Ele vai ter que fazer alguns gestos em alguns estados. E pode apoiar o Reguffe em Brasília”, diz o senador Cristovam Buarque, comandante do PDT do DF.

Cristovam diz que Rollemberg e Reguffe podem disputar simultaneamente, mas vê problemas na possibilidade de divisão: "Se nenhum dos dois conseguir atrair o PSOL, aí fica mais difícil. Eles vão ter que se juntar", avalia o senador, que governou o DF de 1994 a 1998.

O senador Rodrigo Rollemberg (PSB) não é propriamente uma novidade: em 2002, ele foi candidato a governador e não chegou ao segundo turno. Agora, entretanto, com a crise de Agnelo e o projeto presidencial do PSB, o nome do senador parlamentar pode ganhar força.

A lista de potenciais candidatos vai além: a deputada distrital Eliana Pedrosa também deve reforçar o time de oposição. A parlamentar, que já foi do DEM e do PSD, assumiu o comando do PPS na capital federal. O PSDB, por sua vez, pode lançar como candidatos dois ex-aliados de Agnelo: os deputados federais Izalci Lucas e Luiz Pitiman.

É possível que, até abril, quando as chapas serão montadas, o cenário sofra alterações. Mas alguns personagens que envergonharam a política do Distrito Federal dificilmente ficarão de fora.

Por Gabriel Castro

Fonte: Veja.com

Oposição indefinida

Grupos de centro-direita ainda se articulam e, por enquanto, não lançaram nomes à disputa pelo Palácio do Buriti. O desafio será formar uma chapa competitiva para fazer frente aos candidatos da chamada esquerda ideológica.

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Até agora, apenas os partidos do chamado campo ideológico de esquerda apresentaram-se com pré-indicados a concorrer ao Palácio do Buriti em 2014, enquanto os de centro-direita permanecem sem se reunir em torno de um nome comum. Estão na disputa o governador Agnelo Queiroz (PT), que deve ser candidato à reeleição, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), o deputado federal José Antônio Reguffe (PDT), e Antonio Carlos de Andrade, o Toninho do PSol, presidente regional da legenda no DF.

Em relação aos grupos políticos restantes, até o momento, o único nome que se apresentou oficialmente foi o da distrital Eliana Pedrosa. A deputada não acredita, até o momento, na criação de uma frente única para ir contra Agnelo e outras candidaturas da esquerda ideológica (confira Três perguntas para). Ela já conversou com DEM, com o PDT e com o PSol. Deve negociar também com tucanos, rorizistas e arrudistas. O presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire, deu carta branca para as conversações. “Todo partido democrático pode fazer aliança conosco. Temos a ideia de lançar um candidato do PPS ao GDF, e a vinda da Eliana tem sentido para articular isso”, disse ao Correio.

No entanto, no amplo grupo, há quem defenda a reunião ao redor de um só nome com potencial para enfrentar Agnelo e a uma provável dobradinha entre Rollemberg e Reguffe. Nesta ala, está o presidente regional do DEM e ex-deputado federal Alberto Fraga. Ele tem dito que a fragmentação da oposição pode favorecer o fortalecimento da candidatura do governador à reeleição. O grande projeto de Fraga era a filiação de Roriz ao Democratas, que daria à legenda musculatura suficiente para encabeçar uma chapa, mas a recusa da Executiva nacional ao nome de Roriz jogou por terra o sonho. Ainda assim, ele tem se articulado junto a rorizistas, arrudistas e tucanos para tentar defender sua tese. Fraga acredita que, unidos, os oposicionistas têm mais força.

O enfrentamento ao PT é uma ideia que poderia colocar dentro do mesmo barco figuras como os ex-governadores Joaquim Roriz (PRTB) e José Roberto Arruda (PR), Democratas e tucanos, incluindo Maria de Lourdes Abadia. “Se não começarmos a pensar nisso com muita seriedade, podemos dar espaço para que a disputa se polarize entre Agnelo e Rollemberg/Reguffe e que a oposição, de fato, faça apenas papel de figurante. Aí estaremos contribuindo para que ocorra um segundo turno entre os dois grupos. No momento de discutir alianças, precisamos engolir diferenças históricas e pensar em criar uma chapa que seja competitiva de verdade. Não podemos ser só figurantes. O grande problema será conseguir acalmar e abrigar todos os egos”, explica um interlocutor, que tem circulado entre os grupos.

Plano B

Joaquim Roriz poderia ser o nome a reunir o grupo ao redor de uma só bandeira. Mas a grande incógnita é saber se ele terá saúde para enfrentar uma longa campanha. Doente renal crônico, o ex-governador passa por sessões constantes de hemodiálise e está na fila de transplante de rins. Seu plano B é a filha, a distrital Liliane Roriz (PRTB). Arruda, por enquanto, não tem dito a qual cargo pretende concorrer no ano que vem.

Já o PSDB tem de resolver-se internamente. Dos partidos, é o que mais tem nomes com pretensas intenções de se candidatar ao governo. Entre eles, estão os deputados federais Luiz Pitiman e Izalci Lucas, assim como a ex-governadora Abadia. “A briga de faca lá dentro vai ser feia. E quem ganha com isso? É claro que é o governo”, diz um petista. Outros grupos também trabalham para se alinhar, como o PSD do ex-governador Rogério Rosso, e o PP, do ex-vice-governador Paulo Octávio. Esse último, inclusive, está a definir se é base ou se vai para a oposição.

Três perguntas para Eliana Pedrosa (PPS), deputada distrital e pré-candidata ao GDF

A senhora foi eleita por um partido de direita (DEM)  e migrou para um de bandeira  socialista (PPS).  Como foi recebida?
Fui bem recebida. Acredito que estou voltando às minhas origens. A minha juventude foi na época da ditadura. Participei do movimento estudantil na luta pela redemocratização. Estou me sentindo muito bem e animada.

A senhora é pré-candidata  ao governo?
Quando da minha filiação, o PPS colocou que tem a proposta de ter uma candidatura majoritária ao GDF. Então coloquei o meu nome para apreciação. É claro que isso só será definido nas convenções do ano que vem, enquanto isso estamos trabalhando para construir boas nominatas para a Câmara Legislativa e para a Câmara dos Deputados.

Até agora, alguns nomes  já se apresentaram, como o do governador Agnelo, o do senador Rollemberg e o do deputado  federal Reguffe. Dos grupos  políticos que faltam se decidir, a deputada acredita na união  para escolha de um só nome  para disputar o Buriti?
Até o ano que vem, alguns grupos podem até se aglutinar, mas penso que muitos vão individualizar seu caminho.
 
Por Almiro Marcos

Fonte: Correio Braziliense

sábado, 12 de outubro de 2013

Assinatura falsa de conselheiro do CNJ foi avalizada em cartório e usada na criação do Solidariedade

A falsificação é grosseira, com caligrafia infantilizada, mas foi certificada nas fichas de adesão do partido de Paulinho da Força


  • Polícia Federal já abriu inquérito para investigar a fraude na criação do Solidariedade

A assinatura verdadeira de Bruno Dantas (a de cima) e a falsificada (a de baixo) na ficha do Solidariedade, certificada por um cartório eleitoral: falsificação grosseira
Foto: Reproduções
A assinatura verdadeira de Bruno Dantas (a de cima) e a falsificada (a de baixo) na ficha do Solidariedade, certificada por um cartório eleitoral: falsificação grosseiraReproduções

BRASÍLIA - As fraudes nas assinaturas de apoio à criação do partido Solidariedade, do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), atingiram até mesmo uma autoridade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão administrativo e fiscalizatório do Poder Judiciário. A vítima, desta vez, foi Bruno Dantas, conselheiro do CNJ até agosto deste ano. Como a ficha foi apresentada ao cartório em julho, Bruno ainda exercia a função no Conselho.

Bruno é servidor do Senado e, assim como diversos outros funcionários que tiveram seus nomes coletados indevidamente das fichas do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindlegis), acabou tendo sua assinatura falsificada pela equipe recrutada pelo Solidariedade para alcançar as 492 mil firmas de apoio necessárias à criação do partido presidido por Paulinho da Força.

A falsificação é grosseira. Mostra uma caligrafia infantilizada, com letras arredondadas. Ao observar a ficha de apoio à criação do partido Solidariedade, Bruno Dantas não teve dúvidas e confirmou a fraude de que foi vítima:

— A assinatura não é minha — reforçou o ex-conselheiro.

No início de setembro, o promotor Mauro Faria pediu à Polícia Federal abertura de inquérito para apuração das fraudes na formação do Solidariedade. Uma denúncia apontou o uso de assinaturas falsas, já certificadas, nas fichas de adesão. A suspeita é que cerca de dois mil cidadãos, do cadastro de sócios do Sindilegis, foram para a lista de fundadores do partido de Paulo Pereira da Silva.
Além de Bruno Dantas, O GLOBO confirmou que ao menos seis servidores do Senado comprovaram que tiveram seus nomes usados indevidamente. Eles fizeram um pedido de vista das fichas de apoio ao Solidariedade nos cartórios de Brasília e puderam se certificar de que suas assinaturas foram falsificadas. O grupo procurou um advogado para tomar providências.
A denúncia foi feita pelo consultor da Câmara Magno Mello, que irá ajuizar ação popular contestando assinaturas de quase 600 servidores do Legislativo que teriam sido fraudadas nas listas de apoio à criação do partido Solidariedade. Ex-presidente do Sindilegis, Magno alega que identificou a fraude quando um servidor do Senado foi chamado para confirmar sua assinatura, em agosto, na primeira zona eleitoral. O colega teria relatado a ele que, mesmo sem nunca haver assinado apoio ao partido, seu nome constava da lista.
Magno solicitou aos cartórios de Brasília a lista dos apoiamentos ao Solidariedade e montou um quadro identificando todos os nomes de servidores do Legislativo e o respectivo órgão em que cada um atua. Distribuiu a lista entre os colegas, que foram identificando seus nomes.
— Tenho certeza que minha categoria foi usada para criar esse partido. Há uma forte ligação sindicalista com o Paulinho da Força e vários servidores tiveram seus nomes usados sem saber. Vou entrar com a ação popular para anular essas certidões e acabar com esse maldito partido — afirmou Magno Mello.
Ele conta que, quando repassou a lista pelo Congresso e Tribunal de Contas da União (TCU), muitos dos servidores afirmaram que seus nomes foram usados indevidamente, e que nunca teriam assinado apoio ao Solidariedade. Só na taquigrafia do Senado, nove dos cerca de 80 funcionários identificaram seus nomes na lista sem terem assinado.
Procurado pelo GLOBO, o secretário-geral do Solidariedade, Marcílio Duarte, nega que tenha havido fraude. Ele afirmou desconhecer a existência da assinatura do ex-conselheiro Bruno Dantas nas fichas de apoio à criação da legenda.
— Isso para mim é surpresa, não sei de nada e não sei o que tem que ser feito. Isso é muito estranho, não acredito que seja verdadeiro. O Paulinho está sabendo dos outros casos, mas está evitando falar sobre esses aborrecimentos — disse Marcílio.
Há duas semanas, o Correio Braziliense revelou que uma das fichas de apoio do Solidariedade é “assinada” pelo ex-servidor do Senado José Washington Chaves. Detalhe: ele morreu aos 82 anos, em 5 de agosto de 2006, e o Solidariedade só começou a recolher firmas em novembro de 2011. A ficha estaria registrada no Cartório Eleitoral da 14ª Zona, na Asa Norte de Brasília.
Essa não é a primeira denúncia feita contra a coleta de assinaturas para a criação do Solidariedade, que recebeu seu registro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PDT ingressou com um mandado de segurança pedindo que a Justiça suste a criação do Solidariedade. O partido alega que houve fraudes nas assinaturas de apoiamento à criação do partido, mesmo nas fichas que foram usadas no TSE para atingir o número mínimo de 492 mil assinaturas necessárias para criar um partido. A denúncia aponta suspeitas de falsificação de assinaturas.