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terça-feira, 15 de abril de 2014

PT dá largada à sua campanha de reforma política em busca do totalitarismo “democrático”


Pois é…
Um leitor acaba de me enviar uma mensagem que o Diretório Nacional do PT está mandando a seus filiados — e creio que não só. Eu reproduzo trechos em vermelho (os destaque são meus). Leiam. Volto em seguida .
*
Prezados(as),
O Partido dos Trabalhadores elaborou um projeto de iniciativa popular para coletar 1,5 milhão de assinaturas a fim de propor alguns pontos de mudança na nossa política. Já estamos nas ruas com uma campanha nacional em busca do apoio da sociedade. No ano passado para a campanha foram enviados documentos e um formulário para recolhimento de adesão/assinaturas.
(…)
Iniciaremos a partir de maio próximo a 2° etapa da Campanha, com o objetivo de envolver toda a sociedade civil e queremos fazer do PT o protagonista da grande e necessária Reforma que certamente, mudará os rumos das eleições em nosso país.
A proposta do PT é Fundamentada basicamente em quatro pilares:
- FINANCIAMENTO PÚBLICO E EXCLUSIVO DE CAMPANHA;
- VOTO EM LISTA PRÉ-ORDENADA PARA OS PARLAMENTOS;
- AUMENTO DA PARTICIPAÇÃO FEMININA;
- ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE EXCLUSIVA;
Para esta nova etapa, iremos percorrer todo o Brasil, construindo o debate com a nossa base social, levando uma nova narrativa ainda mais convicta da precisão desta Reforma. Haverá também um novo material, com mais didática e acessibilidade levando em conta todo o movimento de junho/2013. Em breve nossa campanha estará nas redes, nas caixas de correios e sobretudo nas mentes e corações de quem quer um Brasil sem corrupção.
(…)
Voltei
Ai, ai.
Como se vê, o PT começa a fazer no mês que vem a campanha maciça em favor da reforma política. A legenda elaborou, então, um projeto de iniciativa popular, é? Bem, se é do partido, então “de iniciativa popular” não pode ser. Trata-se de uma farsa de saída. O ideia desse tipo de projeto é justamente nascer da sociedade, não de instâncias formais de representação.
Como se nota, o PT quer exclusivamente financiamento público de campanha, a exemplo do STF, né?, que deve vetar a doação de empresas privadas. Se isso acontecer, melhor para o petismo: para distribuir o dinheiro público que vai financiar a eleição, terá de haver algum critério, e o maior partido levará mais dinheiro. Adivinhem quem sairia ganhando… Acertou quem chutou… o PT!
A legenda defende também o voto em lista fechada. Ou por outra: o eleitor vota no partido. De acordo com essa votação, estabelece-se o número de cadeiras a que cada agremiação tem direito, e os eleitos serão os primeiros de uma relação previamente preparada por cada uma. Ou seja: o eleitor nem saberá a quem estará dando seu voto. Em vez de aproximar eleitores de eleito, esse sistema os afasta ainda mais do que hoje.
A resolução do PT ainda fala em “Constituinte exclusiva” para reforma política, o que é uma piada macabra. Eleger-se-ia uma Assembleia para fazer a mudança, que se dissolveria em seguida. Não custa lembrar: modelos autoritários em curso na América Latina — Venezuela, Cuba e Bolívia — recorreram a esse método. De resto, Assembleia Constituinte sem que tenha havido rompimento da ordem anterior? É um exotismo.
Leiam lá: o texto do PT fala que a reforma serviria para “mudar os rumos (sic) das eleições em nosso país”. É mesmo? Ora, com os atuais “rumos”, os petistas estão no seu terceiro mandato, e, se as eleições fossem hoje (ainda bem que não são), teriam um quarto mandato; mais: com os “atuais rumos”, o partido tem a maior bancada na Câmara e a segunda maior no Senado.
Como partido nenhum propõe reforma que o prejudique, “mudar os rumos” deve significar a marcha rumo ao poder absoluto, não? Bem, se conseguir o que quer, será mesmo.
Não custa indagar: que reforma política impediria a sem-vergonhice ora em curso na Petrobras, por exemplo, e as relações incestuosas do petismo com as máquinas sindicais Brasil afora? O mais engraçadinho é que essa proposta de reforma política tem como principal alvo destruir o PMDB, que receberia menos verbas do fundo público de campanha do que o PT, estaria impedido de se financiar com empresas privadas (a não ser por intermédio do caixa dois, com os riscos inerentes a esse tipo de ação) e não contaria com as doações não estimáveis em dinheiro que os sindicatos sempre fazem ao petismo.
Aliás, só os idiotas ainda não perceberam que, após quebrar a espinha do DEM e causar sérias avarias no tucanato nestes 12 anos, o alvo natural e necessário do petismo é seu principal aliado: o PMDB. É da natureza desse Leviatã do mundo das sombras.
Por Reinaldo Azevedo



domingo, 2 de março de 2014

O diagnóstico do Planalto sobre os petistas que clamam pela candidatura de Lula


Lula: "a candidata é ela"
Lula: “a candidata é ela”
Para o Palácio do Planalto, os petistas que clamam nas sombras e sob a luz do sol por Lula candidato em outubro no lugar de Dilma Rousseff sofrem de uma moléstia contagiosa – o peemedebismo.
Traduzindo, o estreito contato com o PMDB teria levado petistas agirem como peemedebistas: para pressionar, jogam um balão de ensaio no ar enquanto negociam cargos nos gabinetes.
Há pelo menos dois deputados petistas na linha de frente pró-Lula: André Vargas e Candido Vacarezza.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

PMDB monta lista com indicações para novo ministério de Dilma



Partido espera confirmação de cargos na próxima semana para apresentar Eliseu Padilha, Leonardo Quintão e Vital do Rêgo para as pastas dos Portos, Agricultura e Turismo

Divulgação
Michel Temer deve se reunir com Dilma Rousseff na próxima quarta-feira (29)
A reforma ministerial colocada em andamento pelo Palácio do Planalto levou o PMDB a elaborar uma lista com nomes do partido para escolha da presidente Dilma Rousseff. A cúpula peemedebista se reúne na próxima terça-feira (28), em Brasília, para bater o martelo nos nomes que serão colocados à mesa da presidente. A expectativa é de que Dilma chame o vice-presidente Michel Temer na quarta-feira (29) para anunciar as pastas que ficarão com a principal, incluindo um novo mistério na lista de cinco já ocupadas pelo PMDB.
Caso Dilma ceda a Secretaria Especial de Portos (SEP) – espólio deixado pelo PSB na ruptura pela pré-candidatura de Eduardo Campos ao Planalto –, Temer indicará o deputado federal Eliseu Padilha (PMDB-RS). Ele é o homem de confiança do vice-presidente e foi destacado por Temer, com aval de Dilma, para pacificar peemedebistas em meio à tensão durante a votação da MP dos Portos na Câmara.
Embora ocupe uma vaga na Câmara como suplente, Padilha já sinalizou que topa não disputar reeleição para assumir a pasta. Ele é tido entre os peemedebistas como um “nome irrecusável” devido seu histórico na área de infraestrutura.
Gaúcho de Canela, hoje com 68 anos, Padilha foi titular de Transportes entre 1997 e 2001, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A passagem lhe rendeu, em 2007, o indiciamento na Operação Solidária pela Polícia Federal por favorecimento de empresas de engenharia em licitações.
Agricultura e Turismo
O líder peemedebista na Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem articulado para emplacar o novo ministro da Agricultura, ocupada atualmente por Antônio Andrade (PMDB-MG) – que sinalizou disposição de disputa uma vaga na Câmara, onde exercia o segundo mandato como deputado até se tornar ministro em março passado.
Cunha sugere como opção para pasta o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG). A indicação esbarra na decisão da presidente de não nomear deputados para evitar o compromisso de mantê-los na Esplanada dos Ministérios caso ela seja reeleita.
A indicação de Cunha sofre outra resistência por parte do PMDB, que pretende convencer Andrade a permanecer em Agricultura. Parte da ala mineira peemedebista e do Senado acredita que, diante do trabalho realizado pelo ministro e o que pode ser feito em 2014, Andrade terá força para permanecer no cargo em um eventual segundo mandato de Dilma.
O PMDB também corre para pressionar o Planalto para não perder Turismo, cujo titular Gastão Vieira (PMDB-MA) deixará o posto para se lançar como deputado federal. A pasta é cobiçada pelo PTB, que negocia mais espaço no governo e pode indicar o presidente da sigla, Benito Gama, para o lugar de Vieira.
Se confirmada a permanência do PMDB em Turismo, o partido pode indicar o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). Cotado inicialmente para o Ministério da Integração Nacional, cujo orçamento de R$ 8,5 bilhões deste ano ficará com comando do PROS, Vital deve se contentar em ficar à frente do orçamento de R$ 700 milhões de Turismo no ano da Copa do Mundo da Fifa.
    FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2014-01-23/pmdb-monta-lista-com-indicacoes-para-novo-ministerio-de-dilma.html

    quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

    Para Planalto, PMDB 'blefa' ao insinuar que deixará governo

    Irritada com a resistência da presidente Dilma Rousseff em dar mais um ministério ao PMDB, a cúpula do partido chegou a resgatar na terça-feira (14) a ideia de antecipar de junho para abril a convenção nacional que escolherá o caminho da legenda nas eleições presidenciais deste ano.

    A possibilidade de antecipar o calendário, uma ameaça velada para expor publicamente o risco de desembarque do PMDB do governo, surtiu pouco efeito. No Planalto, interlocutores de Dilma classificaram a ameaça como "blefe". Em dezembro, proposta semelhante já fora ventilada pelo partido.

    O PMDB tem cinco ministérios (Minas e Energia; Previdência; Turismo; Agricultura e Secretaria de Aviação Civil) e quer ganhar a pasta de Integração Nacional.

    Mas, em conversa preliminar na noite de segunta-feira (13) com o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), Dilma sinalizou ter outras prioridades. A presidente disse que precisa contemplar outros aliados, como PTB, Pros e PSD, e assim evitar que eles migrem para a oposição.

    Também avaliou que o PSD, de Gilberto Kassab, está sub-representado e disse que tende a manter o PP no Ministérios das Cidades, pois não quer ver o aliado gravitando na órbita de algum dos dois principais adversários nas eleições deste ano.

    O objetivo da presidente na reforma é não perder o apoio de legendas hoje na base do governo. Quanto mais partidos na chapa de um candidato, mais tempo de TV ele terá na campanha.

    Dilma deu, na terça, seguimento às negociações sobre a reforma. À tarde, ela recebeu o presidente nacional do PT, Rui Falcão.

    FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/01/1397966-para-planalto-pmdb-blefa-ao-insinuar-que-deixara-governo.shtml

    terça-feira, 14 de janeiro de 2014

    PMDB pode ‘abandonar barco’

    Sem ser contemplada na reforma ministerial, sigla já fala em antecipar a convenção nacional

    B-G
    Dilma Rousseff já avisou que precisa contemplar outros aliados

    Brasília. A cúpula do PMDB – um dos partidos da base do governo Dilma Rousseff – está resgatando uma ideia antiga: antecipar do mês de junho para abril a convenção nacional que discutirá os caminhos da legenda nas eleições presidenciais deste ano. Isso aconteceu por causa da resistência da presidente Dilma Rousseff em dar mais um ministério para o PMDB.
    Em fevereiro, a presidente começa a fazer a tão falada reforma ministerial visando as eleições de 2014. No entra e sai dos ministérios, cada partido quer garantir sua parte.
    Na prática, a antecipação do calendário no PMDB guarda nada mais nada menos que uma ameaça velada: o risco de o partido deixar de fazer parte da base aliada do governo federal.
    O Palácio do Planalto ainda vê o gesto como blefe e, ao menos agora, não acredita em uma saída drástica como essa. O partido tem hoje cinco ministérios (Minas e Energia, Previdência, Turismo, Agricultura e Secretaria de Aviação Civil) e quer ganhar mais um: a Integração Nacional.
    Conversa. Em conversa preliminar na noite de anteontem com o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), a presidente Dilma afirmou que precisa contemplar outros aliados, como PTB, PROS e PSD. O objetivo claro é evitar que estes partidos apoiem candidatos da oposição.
    No encontro, a presidente disse que o PSD do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, está sub-representado no governo federal, e que PTB e Pros ainda não tem cargos no primeiro escalão. Dilma e o vice-presidente Michel Temer ficaram de ter uma nova reunião.
    Ao deixar o encontro com a presidente, Temer seguiu para sua residência oficial, onde encontrou-se com integrantes da cúpula do PMDB para comunicar a posição do Palácio do Planalto com relação à reforma ministerial.
    Nos bastidores, vários integrantes começaram a ventilar a proposta de antecipar a convenção partidária. Essa foi uma alternativa negada sistematicamente pelo vice-presidente da República em dezembro, quando os mesmos rumores começaram a surgir.
    No mês passado durante um encontro com jornalistas, Temer havia dito que, se o PMDB seguisse esse caminho, não haveria volta. À época, ele afirmou que a sigla não poderia antecipar a convenção, sair do governo, ser atendido e, então, fazer outra convenção para voltar. Ele também afirmou no mês passado que tal manobra poderia custar a vice-presidência ao PMDB, o que não seria vantajoso nem para o partido nem para ele.
    REUNIÃO. O clima no PMDB não é dos melhores. Hoje à noite está prevista uma reunião da cúpula do partido para tentar fechar uma posição com relação ao governo.
    Conhecido pelo apetite por cargos, a ameaça de saída do PMDB do governo vem sendo vista com ceticismo pelo Executivo. E é justamente com isso que a presidente Dilma conta.
    O PMDB teria dificuldades para apoiar a campanha do governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) à Presidência da República. Isso porque há resistência da ex-senadora Marina Silva em receber uma legenda tida, em sua maior parcela, como fisiológica.
    Já com relação ao PSDB com a provável candidatura do senador Aécio Neves (MG), o ingresso do PMDB é visto como mais fácil. O rompimento, porém, é uma decisão difícil.
    Recado. Na conversa com Temer, Dilma afirmou que tende a manter o Ministério das Cidades com o PP, pois não quer ver o aliado aproximando-se de algum dos dois principais adversários dela nas eleições. O objetivo é não perder apoio de legendas hoje na base do governo. Quanto mais partidos numa chapa, mais tempo de TV o candidato terá para fazer sua campanha. O cálculo de Dilma Rousseff é justamente esse: ampliar sua hegemonia para divulgar o seu programa de governo.
    A lista
    O PMDB ocupa hoje os seguintes ministérios no governo Dilma Rousseff:


    1. Ministério das Minas e Energia
    2. Ministério da Previdência Social
    3. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
    4. Ministério do Turismo
    5. Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República (que tem status de ministério)

    FONTE: http://www.otempo.com.br/pmdb-pode-abandonar-barco-1.773476

    Dilma rejeita dar mais um ministério ao PMDB


    A presidente Dilma Rousseff iniciou na segunda-feira (13) as negociações para a reforma no primeiro escalão do governo com uma sinalização negativa ao PMDB: será difícil ampliar o espaço do partido na Esplanada. Em conversa de mais de duas horas com vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), ela confidenciou que precisa contemplar com cargos outros partidos da coalizão que estariam hoje sub-representados no Executivo, caso do PTB e do recém-criado Pros.

    A presidente quer aproveitar a saída de vários ministros que irão concorrer nas próximas eleições para contemplar os partidos da base. Por exemplo, na Saúde o ministro Alexandre Padilha irá deixar o posto para concorrer ao governo de São Paulo. Na Casa Civil, Gleisi Hoffman (PT) também sairá para disputar a eleição no Paraná.

    A Esplanada tem hoje 39 ministérios ou pastas com cargos cujos ocupantes têm o status de ministro.

    Conquistar uma sexta vaga, em particular a da Integração, era o objetivo declarado do PMDB.

    O ministério era ocupado por Fernando Bezerra (PSB), que entregou o cargo no ano passado depois que Eduardo Campos anunciou o desembarque de seu partido do governo para ficar à vontade nas negociações políticas de sua candidatura.

    No Palácio do Jaburu, residência oficial do vice, peemedebistas aguardavam na segunda-feira a chegada de Temer interessados em informações da reforma ministerial.

    Ouviram do vice um relato de poucos detalhes, mas suficientemente claro no principal: Dilma precisará usar alguns dos principais cargos para evitar que outras legendas que hoje estão na órbita do governo passem a gravitar em torno dos adversários Aécio Neves (PSDB-MG) e Eduardo Campos (PSB-PE), prováveis adversários nas eleições deste ano e ambos com muito pouco tempo de TV.

    Nos cálculos internos, Dilma quer chegar a ter mais do que 50% dos minutos destinados à propaganda eleitoral em relação aos oponentes. Essa meta depende do sucesso da reforma e do grau de satisfação na base na distribuição de postos na administração federal.
    No PMDB, legenda conhecida pelo apetite por cargos, o aceno pessimista da presidente não deve ficar sem resposta.

    Ao saber do resultado da conversa preliminar, o líder da bancada peemedebista na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), propôs a convocação de uma reunião da cúpula do partido para a noite de quarta-feira com o objetivo de discutir como se posicionar.

    Dilma deve usar ainda esta semana para continuar as tratativas com outros partidos. Falta dar uma resposta ao Pros do governador cearense Cid Gomes (CE), aliado de primeira hora antes, durante e depois do desembarque do PSB do governo.

    O PTB e o PP também deverão receber resposta para seus pleitos nesta semana. Além da Integração Nacional, o Planalto estuda alocá-los em pastas de menor vulto na Esplanada, como Turismo, no caso de o PMDB abocanhar outro ministério, ou mesmo Portos e Cidades.

    O plano do Palácio do Planalto é acelerar a reforma nos primeiros dias de fevereiro, quando Dilma retorna de uma série de compromissos internacionais para focar na transição de suas pastas.

    Dilma ouviu mais de uma vez de Temer, entretanto, que fazer as mudanças durante o recesso parlamentar protegeria o governo de eventuais crises com o Congresso na retomada de seus trabalhos, em fevereiro.

    Editoria de Arte/Folhapress
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    FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/01/1397322-dilma-rejeita-dar-mais-um-ministerio-ao-pmdb.shtml

    domingo, 12 de janeiro de 2014

    Não existe oligarquia no Maranhão, diz Roseana


    • Governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), durante entrevista em São Luís
      Governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), durante entrevista em São Luís
    Na última quinta-feira (9), ao lado do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, a governadora Roseana Sarney (PMDB) se irritou com uma pergunta que questionava o representante federal sobre a ajuda à "família Sarney."
    Interrompendo a todos, Roseana respondeu em tom ríspida que a crise no Maranhão não era questão familiar. "Quem manda aqui sou eu, Roseana", disse, para aplausos de aliados. 

    Com respostas curtas, a governadora também disse que não sabe se vai deixar o governo do Estado em abril para concorrer ao Senado, afirmou que a violência é um problema nacional e confirmou a manutenção da licitação para compra de itens como caviar e uísque escocês.
    Neste sábado (10), a governadora maranhense concedeu entrevista ao UOL, por e-mail, e voltou a ser dura ao ser questionada se no Maranhão existe uma "oligarquia".  "Isso é ignorância ou má-fé."
    A governadora também relata as medidas que estão sendo tomadas para minimizar a crise no sistema prisional do Estado. Leia a íntegra da entrevista.
    UOL - A senhora deixa mesmo o governo em abril para se candidatar ao Senado?
    Roseana Sarney - Essa é uma questão que ainda estou analisando.

    A senhora demonstrou insatisfação ao comentar sobre uma pergunta que falava sobre a família Sarney. A senhora, assim como os familiares, se sente injustiçada com os comentários de que o MA tem um "oligarquia"? 
    Não existe oligarquia. Isso é ignorância ou má-fé. No Maranhão, assim como no Brasil, há democracia. Os governadores são eleitos. Não gosto de comentários maldosos.
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    UOL entra no complexo penitenciário de Pedrinhas14 fotos

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    10.jan.2014 - Triagem do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pedrinhas está superlotada; presos reclamam de falta de estrutura e insalubridade em celas Beto Macário/UOL
    Além da transferência de presos em parceria com o MJ, que outras medidas ainda serão tomadas para diminuir a sensação de insegurança das pessoas no Estado?
    Desde que assumi o governo em 2009, a segurança tem sido uma prioridade. Nos últimos quatro anos, foram feitos investimentos efetivos. A frota de viaturas foi renovada, com entrega de mais de mil veículos; novos equipamentos e armamentos foram adquiridos; foram feitos investimentos na qualificação profissional e na inteligência policial; construídos e reformados batalhões e delegacias de polícia; implementado o projeto das Unidades de Segurança Comunitária (USC), com a primeira unidade entregue no bairro Vila Luisão, reduzindo em 73% o índice de criminalidade na região. Foi realizado concurso público para a efetivação de cerca de 2.500 homens da Polícia Miliar, Corpo de Bombeiro e Policia Civil, e já autorizei a convocação de mais 1.000 excedentes aprovados da PM no certame. Com relação à situação de prisional, estamos investindo recursos da ordem de R$ 131 milhões na construção de novas unidades e no reaparelhamento do Sistema Penitenciário do estado, que irá viabilizar a criação de novas vagas. Durante encontro com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, aqui em São Luís, anunciamos 11 medidas a serem implementadas para resolução da crise no sistema penitenciário. Uma das quais já colocamos em prática, que foi a criação do Comitê Gestor de Ações Integradas, que já se reuniu para traçar e definir metas de trabalho.
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    Violência no Maranhão34 fotos

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    10.jan.2014 - Manifestantes fazem protesto, no centro de São Luís, no Maranhão, na tarde desta sexta-feira (10), pedindo a saída da cúpula da segurança e intervenção federal nos presídios do Estado. Eles saíram da praça Marechal Deodoro, em direção ao Palácio dos Leões. A segurança na sede do governo, foi reforçada. Homens da polícia colocaram uma grade para impedir que os manifestantes cheguem ao local Leia mais Carlos Madeiro/UOL
    O Estado registrou um aumento de 460% na criminalidade em 13 anos, sendo 807 homicídios só na Grande São Luís. O que justificaria essa explosão de violência? 
    O aumento da violência não acontece somente no Maranhão. Essa é uma realidade em todo o Brasil, estimulado principalmente pelo crescimento do tráfico de drogas, um mal que se espalha em todas as regiões do país.

    O seu pai, senador José Sarney,comemorou o fato de a violência ocorrer dentro dos presídios, e não nas ruas. A senhora concorda?
    Entendo que meu pai não comemorou e nem vai comemorar violência.
    Alguns especialistas têm criticado a transferência de presos como medida de combate à violência em Pedrinhas, já que eles teriam contato com líderes de organizações criminosas como o PCC. A senhora acha que a transferência realmente ajuda?
    Toda ajuda que vier para devolvermos a normalidade no sistema prisional do estado será bem-vinda.

    A senhora vai manter as licitações para compra de itens de alimento e bebida?
    A Comissão Central de Licitação (CCL) solicitou revisão no Termo de Referenciamento. O rito processual segue conforme estabelece a Lei de Licitações.

    Violência no Maranhão - 12 vídeos


    O Maranhão tem um dos piores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do país. Mesmo assim, a senhora citou que o Estado "está muito bem" e "está ficando rico". Isso explicaria a violência e as críticas da oposição?
    Quando disse que o Maranhão está indo bem, claro que não podemos e não temos como fechar os olhos para o problema do sistema prisional. Temos ainda indicadores que precisam avançar, é verdade, mas muito já evoluímos nos últimos quatro anos, em saúde, educação e na área econômica. Somos a 16a economia do país. Os dados do IBGE (2011) comprovam que o PIB real do estado cresceu 10,3% e o do Brasil, 2,7%, fazendo do Maranhão o quinto do país e o primeiro do Nordeste em crescimento. Estamos com mais de 120 bilhões de reais em investimentos, com grandes empreendimentos em instalação no estado, gerando milhares de emprego e renda para a população.