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segunda-feira, 7 de abril de 2014

É hora de denunciar a nudez do reizinho que forçou a internação da Petrobras na UTI


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Especialista em jogo sujo, Lula aproveitou a reunião com empresários do Paraná para golpear Eduardo Campos abaixo da linha da cintura. “A minha grande preocupação é repetir o que aconteceu em 1989: que venha um desconhecido, que se apresente muito bem, jovem e nós vimos o que deu”, disse o palanque ambulante em 14 de março, agora empenhado em reduzir o candidato à Presidência pelo PSB numa versão pernambucana de Fernando Collor.
Uma semana antes, Campos ressalvara que as críticas que faz a Dilma Rousseff não se estendem ao ex-presidente de quem foi ministro de Ciência e Tecnologia. O afago foi retribuído com o pontapé desleal. Como engoliu em silêncio a comparação ofensiva, pode-se deduzir que o governador não sabe com quem está lidando. Se não acordar a tempo, poderá repetir mesmo equívoco cometido por José Serra no início da campanha de 2010, quando procurou convencer o eleitorado de que Lula e Dilma não são uma coisa só.
O desfecho da disputa atestou que fazer oposição à criatura e, simultaneamente, tratar com reverência o criador é um equívoco desastroso. Passados quatro anos, os que enxergam mais de um palmo além do nariz sabem que o poste é inseparável de quem o instalou no Planalto. Sem Lula, não existiria Dilma Rousseff. Sem o chefe supremo, o PT seria um partido nanico. Sem seu único deus, a seita estaria condenada à morte por inanição.
Só a oposição oficial ainda não consegue enxergar no grande farsante o alvo principal. Sobram em Lula flancos expostos. O que falta é um adversário disposto a atacá-los sem clemência. Os contragolpes de Campos poderiam começar, por exemplo, pela lembrança de que Collor foi publicamente redimido por Lula, em julho de 2009, de todos os pecados que cometeu, comete e cometerá.
A foto do encontro em Palmeira dos Índios atesta que os inimigos do século passado revogaram o sentimento da honra e se tornaram-se amigos de infância. Na campanha eleitoral de 1989, o candidato do PT foi submetido ao que considera “o pior dia da vida” pela aparição no horário eleitoral de Collor da ex-namorada Miriam Cordeiro, que o acusou de tentar interromper com um aborto a gestação da filha Lurian.
Nos anos seguintes, Lula referiu-se ao algoz como “aquele canalha ladrão”. Resolveu virar a página infame para  abortar também a CPI que pretendia abrir a caixa-preta da Petrobras, lembrou o post inspirado na foto. O apoio do agora senador Fernando Collor ajudou o presidente a esconder o que se passava nas catacumbas da empresa estatal. Mas o abraço obsceno foi só parte do pagamento.
O preço do acordo foi muito além do simbólico, demonstrou em outubro de 2010 o texto republicado na seção Vale Reprise. O ex-presidente despejado do gabinete que desonrou também foi autorizado a instalar o afilhado José Zonis na Diretoria de Operações e Logística da Petrobras Distribuidora. Com a nomeação do afilhado, pôde dispensar-se de designar prepostos para missões de grosso calibre na maior das estatais. O afilhado está lá para isso.
Eduardo Campos também poderia ter lembrado que os dois nasceram um para o outro. Escancarado pela grossura explícita, o primitivismo de Lula pode ser visto com nitidez por trás do falso refinamento de Collor. Denunciado pela arrogância de oligarca, o autoritarismo de Collor é perfeitamente visível por trás do paternalismo populista de Lula. Em sua essência, ambos são primitivos e autoritários. Previsivelmente, lutam lado a lado neste março. Estão juntos na ofensiva destinada a matar no berço outra CPI da Petrobras.
Os oposicionistas têm mais uma chance de dar a Lula o tratamento que todo culpado merece. De novo, ele tenta escapar de um escândalo pelo atalho do silêncio. É preciso obrigá-lo a recuperar a voz para cobrar-lhe as explicações que não há. Foi ele quem infiltrou na Petrobras os envolvidos na história malcheirosa da refinaria de Pasadena. Foi ele quem premiou José Sérgio Gabrielli com a presidência da Petrobras.
Foi ele quem transformou Dilma em ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da estatal. Foi ele quem ordenou que a refinaria Abreu e Lima fosse construída em parceria com a Venezuela de Hugo Chávez. Foi ele quem rebaixou a instrumento político a empresa hoje devastada pela necrose administrativa e pela decomposição moral.
Foi Lula quem forçou a internação da Petrobras na UTI. Chegou a hora de denunciar a nudez do reizinho.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Câmara Legislativa vai gastar 22% a mais que em 2013, em ano eleitoral

Entre as principais despesas, estão os contracheques dos servidores, os benefícios pagos aos distritais e a manutenção do prédio onde funciona o parlamento local

No último ano desta legislatura, a Câmara Legislativa vai gastar R$ 404,5 milhões. O orçamento da Casa previsto para 2014 é 22% superior aos recursos gastos em todo o ano passado. Os valores serão destinados para desembolsar salários dos 1,8 mil funcionários, fazer a manutenção do prédio e pagar as benesses garantidas aos parlamentares, como a verba indenizatória. A maior parte dessa bolada será destinada ao pagamento de pessoal: os gastos com os contracheques dos servidores consumirão R$ 285,4 milhões. No ano que vem, entretanto, esse montante deve crescer ainda mais, já que a Câmara vai promover concurso público e os novos funcionários passarão a dar expediente na Casa em 2015.


De janeiro a dezembro do ano passado, a Câmara gastou R$ 330,8 milhões. O orçamento inicial para 2013 era de R$ 387,5 milhões, mas a Casa conseguiu economizar mais de R$ 56 milhões, recursos que foram devolvidos ao Governo do Distrito Federal. Entre as razões da economia, está o atraso na implantação da tevê da Câmara Legislativa: o canal deveria entrar no ar em 2013, mas, por problemas operacionais, o projeto ainda não saiu do papel e só começará a funcionar este ano.

No rol de despesas da Casa, chamam a atenção os gastos com terceirização, que praticamente dobraram nos últimos quatro anos. Em 2010, a contratação de empresas consumiu R$ 6,4 milhões, valor que saltou para R$ 12,4 milhões no ano passado. O secretário-geral da Câmara, George Burns, explica que o aumento dos gastos nessa rubrica é explicado pela mudança da antiga para a nova sede. “O velho prédio, no fim da Asa Norte, tinha pouquíssimos elevadores, por exemplo. Aqui, são nove. Pouco antes da mudança, os gabinetes funcionavam de forma improvisada”, afirma. As melhorias foram adiadas e, depois que os deputados e servidores se mudaram para a nova sede, foram firmados novos contratos diante das necessidades que surgiram.


FONTE: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2014/02/17/interna_cidadesdf,413145/camara-legislativa-vai-gastar-22-a-mais-que-em-2013-em-ano-eleitoral.shtml

domingo, 26 de janeiro de 2014

Militares possuem prazo maior a fim de se filiarem aos partidos


Bombeiros e PMs dos Distrito Federal, por exemplo, podem se filiar até 5 de julho



As negociações dos partidos para conquistar novos filiados terminaram em outubro, mas entre algumas categorias profissionais ainda é grande o lobby das legendas para atrair candidatos puxadores de votos. Pela legislação eleitoral, magistrados, conselheiros de tribunais de contas e promotores dispõem de mais tempo para optar por um partido do que qualquer cidadão normal. Eles terão até o começo de abril para se filiarem. Já os militares contam com um período ainda maior para refletir sobre o futuro político: bombeiros e PMs dos Distrito Federal, por exemplo, podem se filiar até 5 de julho. É grande o assédio partidário às lideranças dessas corporações, e nomes fortes entre os militares se articulam desde já para tentar emplacar um concorrente competitivo.

A Polícia Militar está em um momento delicado: integrantes da corporação realizam uma operação-tartaruga para cobrar o atendimento a reivindicações salariais. A proximidade das eleições potencializa o movimento e os líderes da paralisação se sobressaem como possíveis representantes da corporação nas urnas.

Como está na ativa, o sargento da PM Ricardo Pato não pode se filiar a nenhum partido. Mas por conta de sua atuação na mobilização salarial da entidade, ele tem recebido diversos convites para disputar as eleições de outubro. Como o envolvimento político de alguns organizadores da operação-tartaruga tem sido alvo de duras críticas do comando da PM e da Secretaria de Segurança, o sargento Pato evita falar sobre disputa eleitoral neste momento, apesar de ser apontado por colegas como candidato. “Ainda está cedo para decidir, vou deixar para a última hora. Por enquanto, minha atenção está voltada ao atendimento às nossas reivindicações salariais”, afirma o policial, que em 2010 concorreu e teve 1.135 votos.


FONTE:  http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2014/01/26/interna_cidadesdf,409650/militares-possuem-prazo-maior-a-fim-de-se-filiarem-aos-partidos.shtml