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domingo, 9 de fevereiro de 2014

'Você destruiu Brasília', diz homem a governador Agnelo; veja vídeo



No vídeo, compartilhado em redes sociais, jovens citam violência no DF.
Agnelo Queiroz diz nas imagens que o governo dele 'está funcionando'.

Um vídeo publicado nesta sexta-feira (7) em uma rede social mostra o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), em uma situação embaraçosa.
O vídeo dura 22 segundos. Em frente a um restaurante, os amigos aplaudem o governador no momento em que ele está buscando o carro no estacionamento. Agnelo, então, se aproxima deles e estende as mãos para cumprimentá-los. Em seguida, um deles diz: "Você é o pior governador que Brasília já teve".
Tentando manter um clima amistoso, Agnelo segue cumprimentando os rapazes e responde: "Está funcionando". O jovem responde: "Está não. Está horrível. Estão assaltando para tudo quanto é lado”.
O governador termina de cumprimentá-los e segue para o carro. Então, um dos homens diz: "Parabéns, Agnelo". Outro completa: "Sai em público não, que é uma vergonha você sair em público. Você destruiu Brasília, deveria ter vergonha de estar aqui”. As imagens se espalharam rapidamente nas redes sociais.
G1 conversou com um dos rapazes que estava no momento em que o vídeo foi gravado. Ele pediu para não ser identificado. O homem afirma que as imagens foram feitas por volta da meia-noite da última quinta (6), em frente a um restaurante da QI 17 do Lago Sul, região nobre de Brasília. Ele diz que Agnelo estava jantando com a mulher e um casal.
"Nós queríamos fazer isso [aplaudir o governador] dentro do restaurante. Mas, eu acho que alguém que estava com ele [Agnelo] notou nossa intenção e logo depois o governador saiu. Foi uma forma de nós protestarmos contra a violência no DF", disse o rapaz.
G1 procurou a assessoria do GDF para comentar o assunto, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
O gerente administrativo Alexandre Magno, que mora na capital federal há 16 anos, recebeu o vídeo pelo aplicativo de celular WhatsApp e o divulgou no Facebook. "Não tenho ideia alguma [de quem é a pessoa que fez o vídeo]", afirma. "Somente [sei] que eles falaram o que está entalado na garganta de muitos brasilienses".
Onda de violência
O aumento nos índices de criminalidade está entre as críticas mais frequentes feitas ao governador no início deste ano. O número de homicídios cresceu mais de 40% em janeiro de 2014 quando comparado ao mesmo mês em 2013, e apenas há duas semanas o GDF reconheceu a operação tartaruga feita por policiais militares, que começou ainda em outubro do ano passado.
A categoria cobra reajuste salarial, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios aos que estão em atividade e reformados - promessas que teriam sido feitas por Agnelo quando era candidato. Apesar de a Justiça ter decretado o fim do movimento, os militares voltaram ao trabalho anunciando estratégias para boicotar as atividades.
Indignada com a morte do primo em uma tentativa de assalto na porta do prédio em que ele morava, em Águas Claras, no fim de janeiro, Raquel Sabino também usou uma rede social para criticar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. "Senhor Agnelo, a Bíblia fala para orarmos pelos nossos inimigos. Oro, então, para que o senhor não perca seu familiar com um tiro no pescoço, em frente à porta de casa", desabafou. "Porque enquanto você descansa, a gente chora".
FONTE:
    http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/02/voce-destruiu-brasilia-diz-homem-governador-agnelo-veja-video.html

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Vídeo mostra o ataque selvagem que matou a menina Ana Clara


As câmeras de segurança do ônibus atacado e incendiado na última sexta-feira por bandidos em São Luis do Maranhão gravaram a morte da menina Ana Clara Santos Souza, de 6 anos. Ela entrou no carro com a mãe,  Juliane, de 22, e a irmã, Lorane, de 1 ano, às 20h07. No minuto seguinte, um bandido conhecido como “Porca Preta” entrou com uma pistola na mão  e rendeu o motorista. As imagens da câmera não mostram, mas, do lado de fora, seis comparsas – sendo três menores de idade — cercavam o veículo. Um deles despejou gasolina no interior do carro e ateou fogo. Em pânico, os passageiros começaram a correr em direção à saída.  ...

Quando chegou a vez de Juliane e suas filhas, as chamas tomaram conta da escada. As três foram atingidas. A mãe e a filha menor correram para dentro do ônibus. Ana Clara ficou na escada, no meio do fogo. Uma passageira chegou a pular por cima dela para conseguir escapar. Quando a menina saiu do ônibus, já estava com o corpo em chamas.

As câmeras mostram Ana Clara perambulando pela rua por alguns segundos, em choque. Ela morreu dois dias depois, com 95% do corpo queimado na UTI pediátrica do Hospital Estadual Juvêncio Matos. A mãe, que teve 40% do corpo queimado, e a irmã continuam internadas em estado grave. A polícia já sabe que a ordem para os ataques perpetrados em São Luís nos últimos dias, incluindo o que matou Ana Clara, partiu de um detento do presidio de Pedrinhas, Jorge Henrique Amorim Martins, o "Dragão" — um dos líderes da facção criminosa Bonde dos 40, que disputa com o Primeiro Comando do Maranhão o domínio sobre os presídios e a venda de drogas no Estado.

A ordem inicial de Dragão, dada às 17h da sexta-feira, era para promover quarenta ataques na cidade, não apenas contra ônibus, mas também contra contêineres que abrigavam postos de atendimento da PM. Seria uma represália à entrada da PM em Pedrinhas naquele mesmo dia. Na ação, os PMs quebraram ventiladores, misturaram água sanitária em sacos de arroz que os presos haviam guardado dentro das celas e puseram sabão em pó no café. Os criminosos só não levaram o plano adiante porque a Polícia Civil, que interceptava as conversas dos detentos com autorização judicial, conseguiu passar a informação para a PM, que aumentou o patrulhamento e retirou seus contêineres das ruas. Os principais comparsas de Dragão do lado de fora da penitenciária, entre eles Porca Preta, foram presos ao longo do final de semana.
Fonte: Veja.com

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Vin Diesel mostra em vídeo sua relação com Paul Walker em 'Dom e Brian Off Screen"


(Facebook / Vin Diesel)


Vin Diesel compartilhou um vídeo dele e Paul Walker, destacando momentos de "Dom e Brian ... fora da tela", disse ele.
Vin compartilhou o vídeo no Facebook.
Ele lamentou a morte repentina de Walker desde que aconteceu em 30 de novembro, com uma série de homenagens e fotos, mas esta é a primeira vez que ele postou um vídeo.
Ele disse que logo após a morte que Walker, que ele era seu irmão, dentro e fora da tela.
"Sempre houve momentos de risos como criança ... Nós tínhamos conseguido tanto em 2013 ...", disse ele no Facebook, compartilhando uma foto de si mesmo e Walker rindo.
Confira o vídeo abaixo.

Com duração de 18 minutos 30 segundos, o vídeo mostra muitas das vezes a relação que tiveram juntos, desde a promoção dos filmes "Velozes e Furiosos" até outras atividades sem importância.
No último filme Walker irá aparecer em "Velozes e Furiosos 7", ele e Vin estarão juntos pela última vez. Está programado para ser lançado em meados de 2015, sendo que o personagem de  Walker irá se aposentar, ou até mesmo, sofrer um acidente que lhe custe a vida.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Presos filmam decapitados em penitenciária no Maranhão; veja vídeo


"Tem que ajeitar o foco", diz um preso a um colega que acabara de ligar a câmera do celular em meio a um grupo de detentos rebelados.

Vencida a discussão técnica, o que se segue é um documento explícito do horror praticado no complexo de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão, onde 62 presos foram mortos desde o ano passado.

São dois minutos e 32 segundos em que os próprios amotinados filmam em detalhes três rivais decapitados. E se divertem exibindo os corpos –ou que restam deles.

O vídeo, gravado no dia 17 de dezembro, começa com os presos caminhando por dez segundos dentro da penitenciária. Para preservar suas identidades, tomam o cuidado de exibir apenas os pés.

No foco principal, um homem de chinelos pretos e bermuda branca dá passos apertados, até que no oitavo segundo da caminhada o chão verde molhado de água se transforma num piso ensopado de sangue.

Dois segundos adiante, a câmera se levanta abruptamente e mostra o saldo do motim no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pedrinhas, um bairro da zona rural da capital maranhense.

Estão lá, diante da câmera e de comentários em tom de comemoração, os corpos de Diego Michael Mendes Coelho, 21, Manoel Laércio Santos Ribeiro, 46, e Irismar Pereira, 34.

O gestão Roseana Sarney (PMDB) não quis comentar o vídeo, enviado ao governo pela Folha. Disse apenas que imagens supostamente registradas em Pedrinhas estão sendo divulgadas e poderão ser alvo de inquérito para investigar a sua veracidade.

ATENÇÃO: imagens fortes

CABEÇAS

As imagens, encaminhadas à Folha pelo Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão, são chocantes.

Nas costas de um desses corpos, de bruços, estão duas cabeças, lado a lado. Elas são exibidas como troféus.

Ao lado, o terceiro decapitado ainda tem a cabeça encostada ao pescoço.

Um dos presos grita: "Bota [o corpo] de frente pra filmar direito". Outro pede: "Não puxa a cabeça dele".

Em vão. Um outro colega, também de chinelos, enfia os pés na poça de sangue, se aproxima e, com a ponta dos dedos, ergue a cabeça, puxada pelos cabelos.

A cabeça escapa, cai no chão, mas é erguida novamente e colocada ao lado das outras duas. Os presos mantêm o clima de comemoração.

A câmera se aproxima e foca as cabeças bem de perto. Os três parecem ter sido torturados antes de terem as cabeças cortadas. Há marcas de cortes no rosto e por todo o corpo, que parecem ter sido feitas com facas e estiletes.

A câmera segue filmando. Gira e mostra corpos e cabeças de diferentes ângulos. Um dos presos, já descalço, coloca o pé sobre um dos corpos, em sinal de domínio sobre os inimigos.

Neste momento, o vídeo, que traz à tona o cenário de caos no sistema penitenciário do Maranhão, chega ao segundo minuto.

Um dos presos se abaixa, pega uma das cabeças e a gira em direção à câmera.

"Filma aí esse maldito, desgraçado", diz um deles sobre um dos decapitados, com aparelhos nos dentes e o rosto todo riscado. "Vira de lado, vira de lado", pede outro.

Nenhum rosto aparece no vídeo. Mas o chão molhado, de água e de sangue, permite visualizar, no reflexo, uma meia dúzia de presos.

Segundo o governo do Maranhão, que não quis comentar as imagens, as três mortes foram resultado de uma briga entre membros da mesma facção criminosa.

A maior rivalidade no complexo, porém, é de presos da capital versus presos do interior do Estado. Eles formam duas facções diferentes.

Essa rivalidade é citada em relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que conclui que o governo tem sido incapaz de coibir a violência.

Foi de dentro do complexo que saíram as ordens para os atentados ocorridos no último final de semana.

O relatório cita a superlotação de Pedrinhas (com 1.700 vagas, abriga 2.500) e relata casos de estupros de mulheres que entram no presídio para visitas íntimas.
Colaborou DIÓGENES CAMPANHA, de São Paulo
EDUARDO SCOLESE
COORDENADOR DA AGÊNCIA FOLHA