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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Governo do DF propõe aumentar em R$ 560 benefícios da PM e bombeiros

Negociação prevê reajuste de 22% nos salários ao final de três anos.
Proposta do governo será discutida em reunião marcada para este sábado.


O Governo do Distrito Federal anunciou na madrugada deste sábado (15) uma proposta de reajustar o auxílio moradia e auxílio alimentação de Policiais Militares e Bombeiros do Distrito Federal. No caso dos soldados da PM, a ideia é aumentar, a partir de julho deste ano, o auxílio alimentação dos atuais R$ 650 para R$ 850. Já o auxílio moradia, seria reajustado, a partir setembro, dos atuais R$ 11 para R$ 370. Somados, esses reajustes giram em torno de R$ 560. Para oficiais, o aumento nos mesmos benefícios pode chegar a R$ 1.050.

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Governador Agnelo Queiroz (PT) reunido com a cúpula de segurança do DF, parlamentares e líderes de associações da PM e Bombeiros. (Foto: Ricardo Moreira / G1)Governador Agnelo Queiroz (PT) reunido com a cúpula de segurança do DF, parlamentares e líderes de associações da PM e Bombeiros. (Foto: Ricardo Moreira / G1)
A proposta do GDF prevê, ao final de três anos, um reajuste próximo de 22% o que, segundo o governo, aproximaria os salários dos PMs ao que é pago para os Policiais Civis. O GDF afirma que em 2016, um subtenente, a última patente antes dos oficiais, receba R$ 12 mil, o equivalente ao que ganha um agente da Polícia Civil em final de carreira. Já um coronel receberia R$ 21 mil, aproximando os vencimentos aos de um delegado.
Agnelo Queiroz afirma que os reajustes serão pagos com recursos do GDF e a liberação da verba será feita por meio de decreto. "Essa é uma proposta espetacular, que de fato resgata várias distorções, que fortalece a instituição e recoloca nossa polícia na condição da melhor polícia do país", disse o governador após deixar a reunião.
Mauro Manuel Brambilla, coordenador do Fórum das Associações de Policiais e Bombeiros Militares (Foto: Ricardo Moreira / G1)Mauro Manuel Brambilla, coordenador do Fórum das
Associações de Policiais e Bombeiros Militares.
(Foto: Ricardo Moreira / G1)
Mauro Manuel Brambilla, coordenador do Fórum das Associações de Policiais e Bombeiros Militares, afirma que as categorias vão tentar fazer com que o GDF antecipe o reajuste do auxílio moradia de setembro para abril.
Segundo Brambilla, a proposta de reestruturação da carreira de PMs e Bombeiros foi um dos itens que mais enfrentou obstáculos na negociação com o governo e que por isso só deve voltar à pauta numa outra rodada de discussões. "O governo entende que é difícil encaminhar a reestruturação tendo em vista ser um ano eleitoral. Então nós vamos tentar no mínimo elaborar um projeto e entrega-lo ao governo. Hoje nós temos policiais com 10, 15 anos, que permanecem na mesma patente, sem nenhuma promoção", disse Brambilla.
A oferta do GDF foi anunciada após sete horas de reunião numa casa da QI 10 do Lago Sul, utilizada para encontros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do DF.
Também participaram o secretário de Segurança do DF, Sandro Avelar, o presidente da Câmara Legislativa do DF, deputado distrital Wasny de Roure (PT), e o senador Cristovam Buarque (PDT). O comandante-geral da PM, coronel Anderson Moura, deixou a residência sem conversar com jornalistas.
FONTE:
    http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/02/governo-do-df-propoe-aumentar-em-r-560-beneficios-para-pm-e-bombeiro.html

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Associação de PMs confirma mobilização, mas nega operação tartaruga

"Essa crise da segurança pública não é nossa, é do governo e vamos endurecer nossas ações contra o governador [Agnelo Queiroz], por ele não ter cumprido suas promessas de campanha", disse o presidente da Aspra-DF

O presidente da Associação dos Praças, Policiais e Bombeiros Militares do Distrito Federal (Aspra-DF), João de Deus, disse nesta sexta-feira (7/2) que a entidade tem orientado os associados a cumprirem suas tarefas normalmente, respeitando a decisão judicial que determinou o fim da chamada operação tartaruga. O ex-deputado distrital e atual prefeito de Água Fria (GO) em segundo mandato não confirmou as notícias de que, com a sentença do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, a categoria estuda atuar com maior rigor, mas destacou que a entidade não pode responder pela conduta de policiais insatisfeitos.

“Não vamos incentivar nada. Vamos cumprir a decisão da Justiça – até porque não temos como pagar uma eventual multa. Agora, não posso mentir e dizer que os policiais, desmotivados como estão, vão trabalhar com afinco”, afirmou o ex-deputado distrital à Agência Brasil durante reunião na sede da Aspra, em Taguatinga (DF), esta manhã. No encontro, foi discutida a intensificação da campanha para convencer a população de que a responsabilidade pelo impasse que ocasionou a operação tartaruga é do governo do Distrito Federal (GDF), por descumprimento das promessas de campanha.



“Essa crise da segurança pública não é nossa, é do governo e vamos endurecer nossas ações contra o governador”, disse. “Não vamos aceitar esmolas. Lamentamos que o governo tenha judicializado o assunto, mas vamos endurecer nossas ações, fixando faixas, cartazes, outdoors e distribuindo panfletos à população para explicar nossas razões e o porquê de a capital do país ter se tornado um lugar perigoso. Enquanto o governador não nos chamar [para negociar] e definir um cronograma para cumprir suas promessas de campanha vamos ficar nesse impasse”, acrescentou João de Deus.

A operação tartaruga havia sido iniciada em outubro de 2013, para pressionar o governo a atender às reivindicações de bombeiros e policiais militares. Cartazes já espalhados pela cidade informam que os protestos só serão encerrados quando o governo negociar com a categoria. Em nota divulgada em seu site, a Aspra-DF explica que a eventual operação padrão associada aos moldes das anteriormente deflagradas por policiais federais em aeroportos chegou a ser mencionada após a associação ter sido notificada da determinação da Justiça. “Apenas para não ficar no vazio a nomenclatura de nossa luta”, disse. E acrescentou: “Como policiais e bombeiros não aceitaram a ideia […] a Aspra acata o que decidir os militares”.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do DF, do dia 1º até a manhã do dia 30 de janeiro, foram registrados 68 homicídios, 20 a mais que no mesmo mês dos dois últimos anos. O resultado, equivalente a mais de duas mortes violentas por dia, e o fato de vários homicídios terem ocorrido em áreas nobres da capital, repercutiram na imprensa. Em consequência, a Câmara dos Deputados e a Câmara Legislativa do Distrito Federal promoverem, nos últimos dias, audiências públicas para debater as questões: nos dois casos, a discussão acabou prejudicada por disputas eleitorais.

Também em nota, a secretaria garante que, ao contrário de algumas pesquisas sobre segurança pública, recente estudo da organização não governamental mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal informa que, proporcionalmente, os números da violência no Distrito Federal estão bem abaixo dos de outras capitais brasileiras, sobretudo das 16 que, no estudo, aparecem entre as 50 mais violentas do mundo.

De acordo com a secretaria, as duas cidades brasileiras que aparecem no topo do levantamento são Maceió (AL) e Fortaleza (CE), que contabilizaram, respectivamente, 79,8 e 72,8 homicídios por cada grupo de 100 mil habitantes. O Distrito Federal fechou 2013 com uma taxa de 25 mortes por grupo de 100 mil moradores - o que, em números absolutos, significa um total de 695 homicídios, número que a secretaria aponta ser bem inferior aos registrados por Aracaju (SE). A capital sergipana, com 33,4 mortes por grupo de 100 mil habitantes, ficou com a 16ª posição entre as cidades brasileiras mais violentas apontadas pela ONG mexicana.
FONTE: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2014/02/07/interna_cidadesdf,411724/associacao-de-pms-confirma-mobilizacao-mas-nega-operacao-tartaruga.shtml

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Sem 'tartaruga', PMs do DF traçam estratégia para boicotar trabalho


Lista inclui registrar infração de trânsito com erro, para multa ser anulada.
GDF diz que adotará 'medidas necessárias' se ações forem detectadas.

Insatisfeitos com a determinação judicial para suspender a operação tartaruga, policiais militares do Distrito Federal decidiram adotar procedimentos que permitam um “boicote” às atividades. As estratégias foram divulgadas por e-mail por um dos movimentos nesta terça-feira (4). As orientações incluem confeccionar autos de infração de trânsito com dados incorretos, para obrigar o Detran a anular a multa.
Vice-presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do DF, o sargento Manoel Sansão afirmou que a ordem é “radicalizar”. “Não há motivação para os policiais trabalharem. Não adianta o Agnelo enganar a sociedade de que tem policial na rua, porque é só o corpo que está lá. Ninguém está trabalhando direito. A situação só vai piorar. Nós vamos radicalizar”, disse.
Trecho de e-mail com orientações de como militares devem agir no DF (Foto: Reprodução)Trecho de e-mail que circula entre PMs com orientações de como militares devem agir no DF (Foto: Reprodução)
Por e-mail, o GDF disse que as negociações com a corporação serão conduzidas apenas quando a situação da segurança pública do Distrito Federal estiver normalizada. Informou ainda que não detectou nenhuma forma de boicote e que, caso isso aconteça, o comando-geral da PM vai adotar os procedimentos necessários, mas não detalhou quais.
Não há motivação para os policiais trabalharem. Não adianta o Agnelo enganar a sociedade de que tem policial na rua, porque é só o corpo que está lá. Ninguém está trabalhando direito. A situação só vai piorar. Nós vamos radicalizar"
Manoel Sansão, vice-presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros do DF
Nesta terça, os militares recorreram da decisão do Tribunal de Justiça determinando o fim da operação tartaruga. Eles também participaram de uma audiência pública na Câmara dos Deputados com os parlamentares do DF e com o secretário de Segurança, Sandro Avelar.
Na ocasião, Avelar afirmou que o aumento da violência na capital federal ocorre por causa da ação de menores infratores. Segundo ele, a legislação brasileira permite que os adolescentes retornem às ruas rapidamente e voltem a cometer crimes.
“Muito do que passa pela segurança pública no DF são problemas que passam pela legislação. Sofremos aqui com essa legislação branda que permite que menores cometam crimes bárbaros e continuem inflacionando os números, muitas vezes dificultando a atuação das autoridades policiais”, disse.
'Gente do governo'
Na segunda, o vice-presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do Distrito Federal afirmou que os policiais partirão para outra forma de manifestação após a decisão da Justiça pôr fim à operação tartaruga.
“Vamos acatar, porque a gente respeita a Justiça. Só que aí vamos partir para outras operações. Vamos abordar todo mundo, inclusive gente do governo que a gente sabe que está irregular. Vamos colocar a criminalidade no zero. Vamos encher as delegacias. Não é isso que o governador quer? Então pronto. Então vamos ajudar a sociedade. Já que o governador não tem compromisso com os policiais e bombeiros, nós vamos mostrar que temos com a sociedade”, disse.
Ele não disse quem eram as pessoas que ele chamou de "gente do governo" nem quais eras as irregularidades supostamente cometidas por elas. Na quinta-feira passada, durante reunião do governador com a cúpula da segurança, Agnelo classificou a manifestação dos PMs de "política".
Cartaz afixado em parada de ônibus na área central de Brasília (Foto: Raquel Morais/G1 DF)Cartaz afixado em parada de ônibus na área central de Brasília (Foto: Raquel Morais/G1 DF)
Operação tartaruga
Sem reajuste salarial, PMs do DF deflagraram em outubro a "operação tartaruga", enfraquecendo o policiamento ostensivo para cobrar aumento do salário, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios aos que estão em atividade e reformados. Neste fim de semana, o Tribunal de Justiça acabou o pedido do Ministério Público para que a operação fosse declarada ilegal. O descumprimento da decisão tem como pena multa diária de R$ 100 mil.
Na última sexta, o governador Agnelo Queiroz reuniu a cúpula da segurança pública do DF para pedir que eles cobrem da tropa o cumprimento das atividades. Também entre as medidas para diminuir a sensação de insegurança, ficou determinado que os oficiais iriam as ruas, atuando junto à população e fiscalizando as atividades dos praças.
FONTE:
    http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/02/sem-tartaruga-pms-do-df-tracam-estrategia-para-boicotar-trabalho.html

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Comandante-geral da PM garante retomada de policiais às ruas do DF

O coronel garantiu que militares envolvidos na operação tartaruga passarão por procedimentos disciplinares e poderão ser punidos com advertências e até demissão do cargo

De volta às ruas: policiais militares trabalharão massivamente até corporação conseguir restaurar segurança no DF, segundo o comandante-geral da PMDF  (Bruno Peres/CB/D.A Press)
De volta às ruas: policiais militares trabalharão massivamente até corporação conseguir restaurar segurança no DF, segundo o comandante-geral da PMDF


Após uma reunião com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Anderson Carlos de Castro Moura, falou pela primeira vez, nesta sexta-feira (31/1), sobre as medidas que serão tomadas em relação a Operação Tartaruga - instaurada há dois meses no DF. O coronel garantiu que a partir de agora, os policiais militares que estão na liderança da operação vão atuar normalmente.


O coronel garantiu ainda que os militares trabalharão todos os dias até que a corporação restaure a ordem nas ruas do DF. Segundo ele, todos os policiais que participaram da Operação Tartaruga passarão por um procedimento disciplinar, podendo ser punidos com advertências e até mesmo demissão do cargo em que ocupam. De imediato, cinco policiais, identificados como líderes do movimento, foram afastados de suas funções.


O governador Agnelo Queiroz se reuniu hoje com a cúpula de segurança pública, no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal para tratar sobre a violência que já deixou 73 mortos apenas no primeiro mês de 2014.

Agnelo chegou ao prédio da corporação acompanhado do secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. Além do secretário, também participam do encontro os comandantes de todos os batalhões, chefes e diretores da Polícia Militar do DF.

FONTE: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2014/01/31/interna_cidadesdf,410596/comandante-geral-da-pm-garante-retomada-de-policiais-as-ruas-do-df.shtml

Comércio pede uso da Força Nacional se operação de PMs persistir no DF

Documento elaborado por empresários será entregue ao governador.
Comandante diz que cinco líderes de operação estão sendo investigados.


É preciso dar um basta na violência. O cidadão não pode continuar refém do crime, da irresponsabilidade de alguns policiais e da falta de planejamento do governo"
Trecho de documento elaborado por empresários do setor comercial para ser emtregue ao governador Agnelo Queiroz
Empresários e representantes do setor produtivo divulgaram na manhã desta sexta-feira (31) um manifesto em repúdio à falta de segurança pública no Distrito Federal. Eles destacam o registro de mais de 100 crimes contra bares e restaurantes, 92 em farmácias e cerca de 130 postos de combustível em janeiro.
“É preciso dar um basta na violência. O cidadão não pode continuar refém do crime, da irresponsabilidade de alguns policiais e da falta de planejamento do governo”, diz o documento, que vai ser entregue ao governador Agnelo Queiroz.
Entre as propostas feitas pelo grupo estão a convocação da Força Nacional caso a operação tartaruga persista, implantação de política integrada entre polícias Militar e Civil, ampliação do número de câmeras de vigilância e investimento em iluminação pública, convocação de policiais aprovados em concursos e retirada das ruas de pessoas viciadas em drogas (veja lista ao final deste texto).
Nesta sexta, o comandante-geral da Polícia Miliar, Anderson Moura, anunciou que cinco policiais estão sendo investigados por "inflar os colegas" e que podem ser punidos. Ele afirmou que as punições podem variar entre advertência e expulsão da corporação.
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Governador Agnelo Queiroz se reúne com cúpula de segurança pública do DF (Foto: Raquel Morais/G1 DF)Governador Agnelo Queiroz reunido com cúpula da segurança pública do DF na manhã desta sexta-feira (Foto: Raquel Morais/G1 DF)
“Todos nós sofremos as consequências da falta de ação da PM”, disse. “[Nossa decisão] significa uma reação enérgica do comando. Estaremos na rua com todos os nossos comandantes, nossos oficiais, apoiando os policiais e eventualmente cobrando dos que estão se recusando a fazer.”

Após reunião com a cúpula da segurança pública na manhã desta sexta, o governador Agnelo Queiroz pediu que os comandantes cobrem da tropa o cumprimento de suas obrigações. Ele afirmou que um pequeno grupo, com “interesses políticos”, é que tem insistido na operação da forma como ela vem ocorrendo.

“A vida é a coisa mais importante. A vida é mais importante que a política. Por isso que a PM tem a obrigação de garantir a segurança pública do DF. Nossa PM tem comando”, disse Agnelo. “Não [vamos] admitir em hipótese alguma que meia dúzia de pessoas, com atitudes inclusive covardes, possam colocar em risco a segurança do nosso povo. [Eles] não têm direito de colocar a vida das pessoas em risco."
A população do Distrito Federal não pode confundir toda uma instituição com gestos abomináveis, como a de alguns covardes comemorando a morte de inocentes"
Agnelo Queiroz, governador do DF
“A população do Distrito Federal não pode confundir toda uma instituição com gestos abomináveis, como a de alguns covardes comemorando a morte de inocentes”, completou
Agnelo

Aumento da violência
Na manhã desta quinta-feira (30), o número de homicídios no DF já era 38,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, 68 homicídios haviam sido registrados no DF entre o dia 1º e a manhã desta quinta-feira, 19 a mais que nos 31 dias do mesmo mês de 2013.

Sem reajuste salarial, PMs do DF deflagraram em outubro uma operação tartaruga, para cobrar reajuste salarial, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios aos que estão em atividade e reformados. Eles dizem que só encerram o movimento quando o GDF negociar com a categoria.

'Refém do medo'
Na manhã desta quinta, o governador do DF criticou a postura dos PM que aderiram à operação tartaruga. "A Polícia Militar tem todo o direito de reivindicar, o que eles não têm direito é de colocar em risco a vida da população. O GDF vai tomar todas as medidas necessárias para que Brasília não se torne refém do medo", disse Agnelo.

A declaração do governador foi feita durante a inauguração da duplicação de 1,5 quilômetro da DF-451. De acordo com o secretário de Comunicação, André Duda, as recentes notícias de violência, incluindo a morte de um homem em frente ao prédio dele, em Águas Claras, em uma tentativa de assalto, motivaram o comentário.
Leonardo Almeida Monteiro, de 29 anos, voltava da academia e estacionava o carro na porta quando foi abordado por três homens. Testemunhas afirmam que crianças que brincavam no prédio viram a cena e gritaram, para alertá-lo. A vítima tentou correr, mas foi atingida no pescoço (veja vídeo ao lado).

Confira íntegra do documento elaborado pelos empresários
"Manifesto dos setores de comércio, serviços e turismo em repúdio à violência no DF
O setor produtivo do Distrito Federal, representado neste documento por diversos segmentos dos setores do comércio de bens, serviços e turismo, manifesta o seu repúdio à falta de segurança pública no DF. O agravamento da situação requer a adoção de medidas imediatas para preservar a vida dos cidadãos.

Somente neste mês de janeiro foram registrados mais de 100 incidentes criminosos nos setores de bares e restaurantes, 92 em farmácias, 60 em supermercados e cerca de 130 em postos de combustíveis. É preciso dar um basta na violência. A população não pode continuar refém do crime, da irresponsabilidade de alguns policiais e da falta de planejamento do governo.

Diante dessa situação, os empresários da capital do País sugerem ao governador Agnelo Queiroz a implementação das seguintes propostas:

1- Convocação da Forca Nacional de Segurança Pública para dar apoio ao Distrito Federal caso persista a operação tartaruga da Polícia Militar.

2- Policiamento ostensivo nas ruas e alocação dos policiais em suas atividades fins. Hoje, muitos PMs estão deslocados de suas funções ou cedidos a outros órgãos do governo.

3- Implementação de uma ação integrada entre as polícias militar e civil e as demais forças de segurança pública, além de uma cooperação com as forças de segurança dos Estados vizinhos.

4- Ampliação do número de câmeras de vigilância do sistema do próprio do GDF e sua utilização em locais considerados de risco e com maior frequência de assaltos.

5- Assegurar que os conselhos de segurança funcionem de forma efetiva a fim de permitir a adoção de medidas práticas que possam dar segurança à população.

6- Ampliação do investimento em iluminação pública.

7- Realização de uma ação social ampla para retirar das ruas os viciados em drogas e menores em condições degradantes e oferecer tratamento a esses indivíduos.

8- Convocação imediata dos policiais militares e civis que foram aprovados em concursos.

Os empresários do DF acreditam que essas são questões fundamentais para o enfrentamento da criminalidade na capital do País. Assinam este manifesto as seguintes entidades:
Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Distrito Federal (Abrasel-DF)
Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH)
Associação Comercial do DF (ACDF)
Associação das Empresas do Setor de Indústria, Abastecimento, Transporte, Cargas e Inflamáveis do DF (AESIATI-DF)
Associação dos Supermercados de Brasília (Asbra)
Brasília Convention Bureau
Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL)
Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio-DF)
Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista-DF)
Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do DF (Sindicombustíveis-DF)
Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do DF (Sincofarma-DF)
Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos (Sincodiv-DF)
Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar)
Sindicato dos Supermercados do Distrito Federal (Sindsuper-DF)"
FONTE:
    http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/01/comercio-pede-uso-da-forca-nacional-se-operacao-de-pms-persistir-no-df.htm
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Em operação tartaruga, PMs instalam outdoors com cobranças ao GDF


Movimento diz que vai colocar 18 letreiros e distribuir 40 mil panfletos.
Apreensão de armas cai 40%; secretário diz haver previsão de concurso.


Não tem condições de apenas pelo GDF resolvermos questões que envolvam aumento salarial da corporação, porque os recursos são oriundos da União, passam por projeto de lei que têm que ser encaminhados ao Congresso Nacional. É algo que é mais complexo, está fora do nosso alcance"
Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública do DF
Em operação tartaruga, intensificada há dois meses, militares do Distrito Federal instalaram sete outdoors em quatro regiões administrativas durante o fim de semana cobrando do governo isonomia salarial e reestruturação da carreira. O movimento disse que vai colocar mais 11 letreiros e distribuir 40 mil panfletos a partir desta segunda-feira (27). O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, admitiu que houve queda na produtividade policial e disse que "não tem nada que justifique esse tipo de movimento", porque há "diálogo com o governo." Ele afirmou ainda considerar o termo "operação tartaruga" prejorativo.
"Considero legítimo o desejo de se resolver questões que são importantes para a corporação, mas o meio que tem sido utilizado, reduzindo a produtividade policial e aumentado alguns índices que são importantes para a comunidade, já não posso concordar com isso", disse Avelar. "Agora, é uma corporação que ao longo dos anos vem sendo falsamente estigmatizada como a mais bem paga do Brasil e essa realidade mudou. Não é mais a corporação mais bem paga do Brasil, embora isso não justifique o que tem sido feito no DF."
Outdoor sobre operação tartaruga instalado por militares do DF (Foto: Eliomar Rodrigues/Divulgação)Outdoor sobre operação tartaruga instalado por militares do DF (Foto: Eliomar Rodrigues/Divulgação)



Os equipamentos foram instalados em Samambaia, no Gama, em São Sebastião e no Paranoá e, além de pedir a valorização dos militares, comunicam uma assembleia geral de policiais e bombeiros às 9h do dia 13 de fevereiro, em frente ao Palácio do Buriti, sede do GDF.
Um policial que não quis se identificar disse que os itens foram custeados pelos próprios servidores, que estão depositando quantias em uma conta específica. "Não somos a favor do aumento da criminalidade, mas preciso sustentar minha família."
Ele afirmou ainda que durante a ação a categoria tem cumprido apenas o que é previsto na Constituição Federal. "Com a operação, não fazemos abordagem a carro suspeito, por exemplo, e não preservamos locais de crimes."
Se fizesse a reestruturação, que dá para ser feita ainda este ano, nós já ficaríamos satisfeitos. A isonomia não dá mais tempo neste governo, então não podemos cobrar algo que sabemos que não vai acontecer"
Eliomar Rodrigues, cabo da PM
Também atuante no movimento, o cabo Eliomar Rodrigues afirmou que cerca de 90% dos militares estão se sentindo desmotivados. “Outros setores da segurança pública receberam reajuste, a gente não. A gente se sente deixado de lado”, afirma.
Segundo Rodrigues, a mudança do comando da PM não trouxe nenhuma novidade em relação às negociações. O cabo, que está há 14 anos na corporação, afirma que a reestruturação do plano de carreira já deixaria os militares contentes.
“Se fizesse a reestruturação, que dá para ser feita ainda este ano, nós já ficaríamos satisfeitos. A isonomia não dá mais tempo neste governo, então não podemos cobrar algo que sabemos que não vai acontecer”, afirma Rodrigues.
Em entrevista ao DFTV no dia 21 de janeiro, o governador Agnelo Queiroz negou a existência da operação tartaruga. "É muito mais [uma ação] de algumas pessoas, algumas lideranças, que são até candidatas, que estão fazendo um trabalho para prejudicar a Polícia Militar do Distrito Federal e o nosso povo.”
Queda de produtividade e negociações
O secretário afirmou que houve redução de 40% no número de armas apreendidas em dezembro, em relação às médias anteriores. Foram recolhidos 80 equipamentos, contra os cerca de 130 objetos geralmente apreendidos antes.
“Você vê [a queda de produtividade] em vários índices: você vê a queda na apreensão de armas de fogo, você vê a queda de recuperação de veículos roubados, você vê na elevação do número de homicídios. Por mais que o perfil das vítimas continue o mesmo, de maioria já envolvido com o mundo do crime, especialmente tráfico de entorpecentes ou vítimas de crime passional, de toda forma quando você tem menor número de armas de fogo circulando você tem uma redução também desse tipo de crime”, afirmou.
Queda de apreensão de armas de fogo caiu 40% em dezembro em relação às médias dos meses anteriores, diz GDF
Avelar disse estar negociando alguns pontos com a corporação, mas afirmou que a reestruturação “envolve uma série de pontos que tem que ser trabalhado com tempo” e que o aumento salarial não depende do governo local.
“Não tem condições de apenas pelo GDF resolvermos questões que envolvam aumento salarial da corporação, porque os recursos são oriundos da União, passam por projeto de lei que têm que ser encaminhados ao Congresso Nacional. É algo que é mais complexo, está fora do nosso alcance.”
De acordo com o secretário, há previsão para concurso para as polícias Militar e Civil ainda neste ano. Atualmente, o DF tem 15 mil PMs e 6 mil bombeiros.
“Troco na Copa”
Em imagens gravadas no dia 5 de dezembro, durante um café da manhã dentro do 11º Batalhão de Polícia Militar, em Samambaia, um sargento diz ao secretário de Segurança que, caso a categoria não seja contemplada com reajuste salarial, os PMs “darão troco” na Copa do Mundo de 2014. Na época, a pasta não comentou o vídeo e o comando da corporação diz que estava avaliando as informações.
Segundo Avelar, a gravação ocorreu de maneira "clandestina". "Era uma conversa informal, que foi sendo noticiada como um ato unitateral", disse. "O sargento em uma conversa informal, expondo o ponto de vista dele. Eu também expus o meu, usando muito mais tempo que ele".
"A Copa do Mundo 'tá' vindo aí. E eu vou falar para o senhor, em nome de nossa categoria, é a nossa vontade. Se a Polícia Militar não for contemplada, como outros órgãos da Segurança Pública foram contemplados, o troco nós vamos dar na Copa do Mundo. O senhor secretário leve essa mensagem [ao governador Agnelo Queiroz]", diz o sargento na gravação.
O secretário disse ainda discordar da exposição do vídeo. "O que acho ilegítimo e acho covarde é filmar e divulgar somente um trecho, criando um fato falso", falou. "A gente está trabalhando para poder justamente resolver essas situações de maneira civilizada, negociada, para que a gente não tenha problema na Copa do Mundo."
Em novembro, um tenente-coronel do 21º Batalhão da PM, em São Sebastião, ordenou que os policiais não aguardassem mais a chegada da perícia em locais de crimes cometidos na região. De acordo com ele, a decisão segue instruções normativas da Polícia Civil e artigos do Código de Processo Penal. Ele alegou ainda “escassez de efetivo” e problemas no relacionamento entre os militares e os agentes da 30ª DP.
FONTE:
    http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/01/em-operacao-tartaruga-pms-instalam-outdoors-com-cobrancas-ao-gdf.htm
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domingo, 26 de janeiro de 2014

Em 24 horas, DF registra pelo menos oito assassinatos


A maioria das vítimas era homem e foi baleada; uma mulher foi assassinada.
As regiões de Samambaia e Gama lideram com dois homicídios cada.

Pelo menos oito pessoas foram vítimas de homicídio entre a manhã de sábado (25) e de domingo (26) no Distrito Federal. A maior parte das vítimas era homem e morreu baleada. Uma mulher foi morta a tiros pelo ex-companheiro. Os crimes ocorreram em Ceilândia, Gama, São Sebastião, Recanto das Emas e Samambaia.
Na manhã deste domingo, uma mulher foi assassinada em Samambaia pelo ex-marido. Ela levou três tiros na cabeça, segundo informações da Polícia Civil. O crime ocorreu na QR 407, conjunto 7, perto da Igreja Missionária.
Na mesma região, um homem foi assassinado na quadra QR 511, mas a polícia não informou a identidade ou as circunstâncias do crime.
Pela madrugada, duas pessoas foram assassinadas no Gama. Uma delas foi baleada na Avenida São Francisco, em Ponte Alta Norte. Jocenir Gomes Ferreira, de 22 anos, chegou a ser encaminhado para um hospital da região mas morreu no local. A segunda vítima foi morta na quadra 11 do Setor Sul.
Na manhã de sábado, em Ceilândia, um homem de 42 anos foi assassinado com pelo menos cinco tiros dentro do carro no Sol Nascente. A vítima foi baleada no peito, no tórax e dois tiros acertaram o rosto.
Segundo a Polícia Militar, o corpo de Wilson Bernardo Araújo foi encontrado em frente a uma casa na QSC 2, conjunto F. Familiares disseram a policiais que o suspeito já havia tentando matar a vítima na sexta-feira (24) e já teve um relacionamento com a esposa do homem. O suposto assassino ainda não foi localizado pela polícia.
Também no sábado, um homem foi morto a tiros na quadra 50 do Setor Leste do Gama.
No fim da tarde, por volta de 18h, um jovem levou três tiros na cabeça. Segundo a 30ª DP, o fato ocorreu na quadra 305, entre o conjunto 8 e 9, no Setor Industrial de São Sebastião.
No Recanto das Emas, um homem de 25 anos foi baleado ao ser chamado para fora de casa, na quadra 104, conjunto 3. O crime ocorreu por volta de 21h30. Próximo ao corpo foram encontrados oito cápsulas calibre .38. A 27ª DP investiga o crime. 
FONTE:
    http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/01/em-24-horas-df-registra-pelo-menos-oito-assassinatos.html