O governador Agnelo Queiroz agasalhou quatro péssimas heranças do governo de José Roberto Arruda: os postos policiais, o estádio com 72 mil assentos, o projeto para a 901 Norte e o centro administrativo em Taguatinga. ...
Poderia ter desativado ou dado outra destinação aos postos policiais assim que assumiu, mas manteve, a meia bomba, o projeto oneroso e sem nenhum sentido para a segurança dos brasilienses.
Poderia ter alterado o projeto do estádio e construído um para 40 mil espectadores, economizando alguns milhões de reais que poderiam ser mais bem aplicados em benefício da população.
Poderia nem ter lançado a lamentável ideia de construir torres na 901 Norte, mas insistiu no absurdo projetado pela Terracap para pagar as obras do estádio e beneficiar construtoras, e teve de recuar.
Poderia também ter encontrado uma solução jurídica para pelo menos alterar o contrato com as duas construtoras muito próximas de Arruda que estão construindo o centro administrativo daquele jeito que se conhece e serão remuneradas com dinheiro público (R$ 13 milhões mensais a preços de hoje) por 20 anos, um negócio de pai para filho.
Se tivesse recusado essa herança, Brasília estaria melhor.
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