sábado, 17 de julho de 2021

CASO DREYFUS - A FRAUDE QUE REVOLTOU A FRANÇA

 

Para proteger um segredo de guerra, o Exército Francês condenou um de seus homens — seguindo a onda de antissemitismo que assolava a Europa



Alfred Dreyfus, oficial francês condenado injustamente
Alfred Dreyfus, oficial francês condenado injustamente - Getty Images

No dia 13 de janeiro de 1898, o escritor Émile Zola revelava ao público francês uma grande farsa. Denunciando o Tribunal e o Alto Comando Militar da França, Zola publicou no jornal L’Aurore uma longa carta revelando a fraude contra Alfred Dreyfus.

Denominada J’accuse! (Eu Acuso!), a carta revelava que o exército condenou Dreyfus à prisão perpétua baseado em documentos falsos, e acobertado por ondas de nacionalismo e xenofobia.

O caso Dreyfus

Interrogatório de Alfred Dreyfus (1859-1935) em seu julgamento, em Rennes / Crédito: Getty Images

 

Era 1894 quando o capitão de artilharia Alfred Dreyfus foi acusado de vender informações secretas aos alemães. Condenado pelo seu próprio exército e sofrendo com as ondas de antissemitismo que assolavam a Europa, Dreyfus foi sentenciado à prisão perpétua na Guiana Francesa e acabou ficando isolado por quatro longos anos, até que muitas vozes se levantassem para defendê-lo.

A acusação foi feita 24 anos após a Guerra Franco-Prussiana, quando a França já tinha conseguido se reconstruir e experimentava um período de florescimento cultural e econômico, no contexto da Belle Époque. Os franceses temiam que uma nova guerra contra a Alemanha abalasse a prosperidade do país, e colocavam toda sua confiança nas Forças Armadas.



Carta "J’accuse!", publicada pelo escritor Émile Zola / Crédito: Getty Images

 

A acusação de Dreyfus veio da necessidade em proteger segredos estratégicos. Um novo e poderoso canhão de guerra estava sendo construído, mais eficiente que qualquer arma do Exército Alemão. Para resguardar essa informação, os franceses criaram uma série de documentos falsos sobre outra arma, que deveriam ser entregues aos alemães por um “espião”.

Para que a mentira funcionasse, tanto os documentos quanto o espião deveriam ser “apanhados”. E a vítima escolhida foi o introvertido Dreyfus, membro de uma família de industriais judeus-alemães e que já era visto com desconfiança entre seus pares.

Inocente

Quatro anos depois, personalidades resolveram levantar a voz contra essa fraude. Mudando a opinião do povo ao provar que o exército falsificara documentos, a carta de Émile Zola — junto a denúncias do poeta Charles Péguy e de compositores como Alfred Bruneau — levou Dreyfus a deixar a prisão, e em julho de 1906 sua inocência foi oficialmente reconhecida.

Em 15 de outubro do mesmo ano, Dreyfus assumiu o comando da artilharia de Saint-Denis, se aposentando anos depois para viver de maneira discreta em Paris e falecendo em julho de 1935, aos 76 anos. Apesar de todas as provas que o inocentavam, o Exército Francês continuou por muito tempo a acusá-lo como traidor.


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quinta-feira, 10 de junho de 2021

CORONEL RAJÃO É AGREDIDO EM QUARTEL DA POLÍCIA MILITAR

O Coronel José Rajão Filho, de 74 anos, ex-Comandante Geral do CBMDF, ex-Parlamentar foi agredido por Subtenente da Polícia Militar no interior do Batalhão de Polícia 



AGRESSÃO

No dia 29 de maio a Esposa do Coronel Rajão foi visitá-lo no 19º Batalhão. A sua esposa, que é deficiente visual, ao final da visita chegou próximo ao Coronel, fez uma oração e ao final, de forma instintiva, abaixou para dar um beijo em sua cabeça, pois o Coronel estava sentado em uma cadeira, pois está semiparalítico. Logo em seguida, um Subtenente de serviço separou a esposa do Coronel Rajão aos berros e de forma violenta. O Coronel pediu respeito e o Subtenente ficou ainda mais ensandecido. O Coronel Rajão saiu do local pegando a sua cadeira e foi escorraçado para a sala em que está alojado. O Tenente Rajão estava no corpo da guarda da unidade esperando a entrega de materiais, quando viu aquela cena e se dirigiu ao encontro do Militar. O Subtenente armado veio em direção ao Tenente Rajão. O Tenente Rajão se identificou como Oficial do Corpo de Bombeiros e o Subtenente disse: 'soca no teu rabo o seu oficial. O que Você vai fazer com o seu oficial aqui dentro?' .  O Tenente Rajão disse que iria participá-lo (denunciá-lo). Após a confusão, os Sargentos de serviço retiraram o Subtenente do local do crime.


COVARDIA E OPERAÇÃO ABAFA

O Comando do 19º Batalhão de Polícia abriu uma sindicância a título de apuração de infração disciplinar de interno. Segundo o Doutor André "o comando do 19º Batalhão não agiu corretamente. Primeiro que não deveria ser uma apuração de infração disciplinar de interno, e sim, ter instaurado o Inquérito Policial Militar para a apurar a agressão do militar.  Em segundo lugar, o Comando do Batalhão proibiu a família de ter acesso ao Coronel Rajão. A intenção era de que a família não tivesse acesso aos detalhes da agressão que o Coronel sofreu? Apenas ontem, 9 de junho - 10 dias após o ocorrido, o Advogado teve acesso ao Coronel Rajão. E ficamos sabendo que após o retorno do Coronel Rajão ao alojamento no dia 29 de maio, o Subtenente esteve em sua sala chutando e berrando com o Coronel. Não sabemos se o Coronel foi agredido fisicamente. Não temos notícias se houve um exame de corpo delito. O Coronel Rajão foi vítima de uma grande covardia perpetrada pelo Subtenente, pois o Coronel é um senhor de 74 anos semiparalítico. Ele é vulnerável naquele ambiente. E o pior: o Militar ainda está na unidade tentando intimida-lo. Ele deveria ser afastado imediatamente das atividades. O Comando do 19º Batalhão de Polícia é o total responsável pela integridade física do Senhor Rajão, ou melhor, o Comando da PMDF, o Comando do CBMDF e o Juízo da Vara de Execuções Penais, que já estão cientes do ocorrido, são corresponsáveis pela vida deste Senhor. Por tudo, o Coronel Rajão deve sair imediatamente daquele local, para a preservação de sua integridade física e vida. Não aceitaremos nenhuma operação abafa".


PROVIDÊNCIAS

Segundo informações do Corpo Jurídico solicitarão inúmeras providências:

1. O imediato afastamento do Subtenente do 19º Batalhão de Polícia Militar.

2. A realização de exame de corpo delito, de exame toxicológico e de uma inspeção de saúde no Coronel Rajão.

3. A prisão domiciliar humanitária para a preservação da integridade física do Coronel.

4. A instauração de uma sindicância e ou inquérito policial militar para a apuração da violência sofrida pelo Coronel.

5. Reiterar pedidos de providências na Vara de Execuções Penais, na Corregedoria do TJDFT, no Tribunal de Justiça, no Ministério da Justiça, na OAB, no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, no Governo de Distrito Federal, na Câmara Legislativa do DF, na Secretaria de Segurança Pública, no Comando da PMDF e do CBMDF.


RESPONSABILIDADE

"Estamos formulando uma representação à Comissão Interamericana de Direitos Humanos em que apresentaremos este Erro Judiciário, as condições da prisão do Coronel Rajão nestes 5 meses  - pois além de idoso, encontra-se com fortes dores em seus joelhos em função da cirurgia em que colocou próteses em ambas as pernas, e em razão disso, é mantido preso sob efeitos de drogas, proibido de ir ao hospital. É algo surreal, é uma prisão desumana e cruel, esta prisão é inconstitucional. E agora, com este covarde episódio da violência sofrida, certamente que o 'Caso Rajão' deverá ser apurado devidamente" concluiu Doutor André.


ENTENDA O CASO


CONDENAÇÃO

O Coronel Rajão por ter construído o Colégio Militar Dom Pedro II e ter realizado a Festa do Natal dos Bombeiros foi condenado por Peculato em Benéfico de outrem (art. 303, § 2º do CPM). 

Segundo o Doutor André a condenação do Coronel Rajão é uma grande mácula para o TJDFT - "o Caso Rajão entrará para os anais dos 'erros judiciários' da Justiça Brasileira. É vergonhosa a sentença de piso. Basta analisar o processo com as apurações inquisitoriais em que observamos que o Coronel Rajão não cometeu peculato. A tipificação é equivocada. Peculato alheio pois não tinha nada que incriminasse o Rajão. Os juízes militares erraram. A sentença vai de encontro as provas dos autos. A Juíza-auditora não buscou a verdade real. A Juíza exprime dúvida na sentença e não utilizou do princípio 'in dubio pro reo'. Há gritantes falhas processuais. A sentença diz que a prova chave do desvio é um cheque, que por sua vez, é uma inequívoca prova falsa e que não havia ligação nenhuma com o Coronel. O cheque surge em fase de sindicância, quando havia quase um ano da saída do Coronel Rajão do Comando dos Bombeiros - colocaram o Coronel na cena do pseudo-crime que nunca existiu. O titular do cheque, em fase de inquérito, disse que não conheceu o Coronel Rajão e nunca esteve com ele. O dono do cheque nem sequer foi ouvido no processo. E e ainda houve bis in idem - um grosseiro erro na dosimetria da pena. Esta condenação é atípica e estamos investigando paralelamente todos esses fatos. Acho que será uma grande mácula ao Tribunal de Justiça não rever esta escandalosa sentença".

Doutor André afirma: "digo com plena convicção que o Coronel Rajão não deveria estar preso. É uma prisão atípica e deve ser corrigida pelo Tribunal".


PRISÃO

"O Coronel Rajão foi preso no dia 25 de janeiro por uma operação cinematográfica da Polícia Militar. O Coronel Rajão estava vindo de um culto da Igreja Universal, quando na entrada da cidade do Paranoá, um helicóptero da PMDF, com policiais armados com metralhadoras, sobrevoaram à frente do veículo em movimento. Determinaram que o veículo fosse conduzido ao acostamento. Disseram que o carro era clonado. Depois saíram identificando cada integrante do veículo. Foi uma operação para prender traficante. Vamos pedir uma apuração oficial desta desproporcional ação" disse o Doutor André. 



INVESTIGAÇÃO PARALELA

"Estamos fazendo uma investigação paralela. Alguns Militares que efetuaram a prisão cinematográfica do Coronel estiveram com um deputado dias antes. Em breve daremos maiores informações a esse respeito. E outra, este caso da prisão do Coronel Rajão é uma represália. É uma prisão política. O Coronel é o criador do Colégio Militar Dom Pedro. Este 'Caso Rajão' poderá resultar numa nova operação faroeste, pois tem relação com o Colégio Militar Dom Pedro II que é uma fonte de grande arrecadação. O Rajão quando criou o colégio a mensalidade era num valor de ajuda de custo, aproximadamente R$ 30,00 por mês. Hoje a mensalidade está acima de mil reais. Um colégio público com uma mensalidade de um hiper colégio particular? Hoje o colégio conta com mais de 3000 alunos, logo, arrecada mais de 3 milhões de reais por mês. Este caso terá uma grande reviravolta" garante o Doutor André.




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

A PRISÃO DO CORONEL RAJÃO - UMA TRAMA DE QUASE 40 ANOS - PARTE 009

 (CONTINUAÇÃO) 

"Porque não há nada oculto que não venha a ser revelado e nada escondido que não venha a ser conhecido e trazido à luz" LUCAS 8:17.

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O PERÍODO PÓS-CORRUPÇÃO DE 1985

Já no posto de Tenente Coronel, o Rajão era designado para funções não muito importantes ou para aquelas funções que não teria que ser gestor de recursos, pois sabiam que Ele iria dar uma dinâmica contrária ao interesse do grupo.

Esta foi a forma encontrada de preterir Àquele que denunciou a Corrupção de 1985.

O Tenente Coronel Rajão por sua vez não ligava. Para aonde ele fosse designado - para uma Sessão (apenas uma pequena sala) ou para o Comando de Quartéis (que era para ser gestor de problemas)- o Rajão sempre agregava algo deixando a sua 'marca' aonde passava.

Na verdade, após este período, o Rajão ou ficava 'escondido' em alguma Sessão (uma pequena repartição do CBMDF) ou assumia comando de quartéis problemáticos.

Nesta dinâmica - de ficar 'rodando' entre os quartéis tidos como 'problemas'- que o Rajão ficou conhecido pela maior parte dos integrantes da Corporação que são os Praças (Soldados, Cabos, Sargentos e Subtenentes). 

E foi aí que o 'tiro saiu pela culatra' anos depois....

(continua no próximo post - TODA SEXTA-FEIRA SERÃO PUBLICADOS NOVOS POSTS)

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PARTE 001 - https://jornalgalodebriga.blogspot.com/2021/01/a-prisao-do-coronel-rajao-uma-trama-de.html

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PARTE 008 - https://jornalgalodebriga.blogspot.com/2021/02/a-prisao-do-coronel-rajao-uma-trama-de_19.html

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"E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará". JOÃO 8:32