segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

No DF: Pelo menos 50% dos distritais indicaram administradores


Ao menos 12 dos 24 deputados distritais continuam exercendo forte influência na indicação dos administradores regionais das 31 regiões do DF

Dos 25 nomes anunciados pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) na última terça-feira (20) a maioria foi indicada por algum distrital...

O parlamentar Julio César (PRB) indicou dois nomes para assumir a gestão das administrações regionais do DF: Claudeci Miranda para Samambaia e Francisco Medeiros para o Riacho Fundo II. Segundo o deputado, a escolha não passou de uma coincidência. "Quem escolheu os administradores foi o governador. Entre os escolhidos, dois são filiados ao PRB, o mesmo que também sou filiado", justificou.

Seis parlamentares ficaram de fora do processo de escolha dos novos administradores regionais: Dr. Michel (PP), Rodrigo Delmasso (PTN), Agaciel Maia (PTC), Rafael Prudente (PMDB), Wellington Luiz (PMDB) e Reginaldo Veras (PDT). A expectativa é que as regiões que contam com gestores interinos sejam administradas por indicados dos seis.
Em nota, o GDF afirma que não houve interferência política na escolha dos nomes. "O governo levou em conta o fato desses administradores residirem na região que vão administrar e a capacidade técnica e de articulação de cada um", diz um trecho da resposta do governo local. Durante visita realizada ao Hospital da Criança de Brasília - José Alencar na semana passada, Rollemberg afirmou que "os nomes foram escolhidos ouvindo a população, as lideranças das cidades e as políticas e não há prazo para substituir os interinos".

Eleição
Promessa de Rollemberg durante a campanha, a eleição para administradores regionais deve demorar para sair do papel. De acordo com o governo local ainda não há prazo definido para o pleito. "Os Conselhos de Representantes Comunitários ainda serão criados e só depois darão início a um debate para realização das eleições".
Fonte: Jornal Destak 

Torre de TV Digital: Flor de pouca vida

Acesso restrito: os cavaletes repelem a aproximação de visitantes desavisados

Sem o prometido bar-café panorâmico e fechada para reforma há mais de um ano, a Torre de TV Digital perde força como atração turística.

Projetada por Oscar Niemeyer para ser um símbolo dos cinquenta anos de Brasília, a Torre de TV Digital deveria agregar as atividades de transmissora televisiva e ponto turístico. Uma de suas cúpulas sediaria um bar-café panorâmico e a outra, um centro de exposições. ...

No térreo, a lista de atrativos seria reforçada por uma feira de produtos artesanais. Dois anos depois de inaugurada, entretanto, a construção de 170 metros de altura, também conhecida como Flor do Cerrado, é um monumento ao descaso. Fechada para reforma desde outubro de 2013, a torre, onipresente no horizonte brasiliense, perde feio em protagonismo para sua coirmã analógica no centro do Plano Piloto.

Iniciada no governo de José Roberto Arruda, a obra na região administrativa de Sobradinho só foi concluída em 2012, durante a gestão de Agnelo Queiroz. Até hoje, contudo, ela não cumpre sua função de centralizar a transmissão de sinal digital para todo o DF. Para que isso ocorresse, seria necessário instalar antenas e acrescentar o leito de cabos que conectam os transmissores aos equipamentos das redes de TV. Os trabalhos começaram, mas ainda não atingiram a meta prevista.

Na condição de ponto turístico, o lugar também avançou pouco. A data de abertura do bar-café e do centro de exposições é uma incógnita. Lojas de artesanato e uma sorveteria chegaram a funcionar no térreo, mas cerraram as portas. Sobrou um único ambulante, Onassis Oliver. Sob sua tenda de plástico improvisada, ele faz as vezes de central de informações enquanto vende coco, refrigerante, açaí, salgadinhos e camisetas com os motivos da torre. Segundo Oliver, desde que começou a trabalhar ali, em janeiro de 2013, só viu o movimento escassear. O alvará temporário para a instalação de sua barraca, que depois se tornaria um quiosque (nunca construído pelo GDF), deixou de ser renovado. O ambulante, porém, insiste em permanecer lá para atender os visitantes desavisados. “Durante a Copa, vieram colombianos, argentinos e brasileiros. Mas o go-verno não colocou nenhum ponto de in-formação. Passamos vergonha.”

Com a transição governamental e as contas do DF zeradas, os operários abandonaram a obra. Hoje, ao lado de montes de areia e tijolos, cresce um mato denso, que avança pelos jardins projetados pela equipe de paisagismo de Niemeyer. Grades fecham os acessos, e a torre apresenta sinais externos de infiltração. Silvestre Gorgulho, ex-secretário de Cultura, entusiasta da criação do monumento, atribui os problemas à falta de continuidade ad-ministrativa. “A torre, com muito esforço, foi inaugurada. Se não se tratasse de uma obra do Niemeyer, ela não seria concluída. Tivemos cinco governadores nesse intervalo. Cada um que entrava interrompia a construção por considerá--la supérflua. Enquanto Niemeyer estava vivo, bastava uma ligação dele e eles re-tomavam a obra”, conta.

Segundo a Terracap, que administra a torre, o prazo de reabertura para visitação pública só pode ser definido a partir de negociações da Novacap, a responsável pela obra, com o consórcio construtor da torre. “Existem reparos complementares na edificação e acertos referentes à engenharia em virtude de problemas com o projeto”, explica a estatal por meio de sua assessoria de comunicação. Para o órgão, a torre só estará pronta para o público quando as condições de segurança, acessibilidade e suporte fo-rem concluídas. Nesse meio-tempo, a Flor do Cerrado continuará sendo apenas uma bela visão na paisagem.
Fonte: Revista Veja Brasilia, por Tai Nalon

Líder antiausteridade vence na Grécia e preocupa Europa

Triunfo do partido liderado por Alexis Tsipras coloca em risco a permanência do país na zona do euro; Syriza conquistou 149 das 300 cadeiras do Parlamento

Alexis Tsipras, líder do partido de extrema esquerda da Grécia
Alexis Tsipras, líder do partido de extrema esquerda da Grécia (Louisa Gouliamakis/AFP/VEJA)
O partido de extrema esquerda Syriza venceu as eleições legislativas da Grécia neste domingo com uma plataforma contrária ao plano de austeridade assumido pelo país em troca de auxílio financeiro para pagar as suas dívidas. A vitória do grupo que rejeita as exigências da troika de credores — União Europeia (UE), Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) — coloca em risco a permanência da Grécia na zona do euro e traz ainda mais instabilidade para o bloco. No Twitter, o premiê britânico David Cameron escreveu que o resultado "vai aumentar a incerteza econômica na Europa".

Discursando diante de uma multidão de seguidores em Atenas, o líder do partido Alexis Tsipras afirmou que a troika é "coisa do passado" e que, com a vitória, a Grécia “deixa a austeridade após cinco anos de humilhação”. Tsipras acrescentou que pretende negociar "uma nova solução, viável" para a dívida grega. Com 36% dos votos, o Syriza conquistou 149 das 300 cadeiras do Parlamento, apenas duas a menos do que a maioria absoluta – que poderá ser alcançada com alianças com outros partidos. A legenda de centro-direita Nova Democracia, do atual premiê Antonis Samaras, teve 27% dos votos e obteve 76 cadeiras.

O Syriza promete renegociar a dívida do país, que soma 240 bilhões de euros (720 bilhões de reais), e afirma que vai reverter muitas das reformas exigidas pelos credores internacionais desde 2010. Tsipras declarou que não se considera vinculado às exigências da troika que, em troca de ajuda financeira, impôs um plano de austeridade econômica à Grécia. Durante a campanha, ele prometeu aumentar o salário mínimo, reduzir impostos para os mais pobres e negociar a dívida externa da Grécia. Na Alemanha, o presidente do Banco Central local pediu ao novo governo grego que "não faça promessas que não pode cumprir nem que o país não possa pagar".

As promessas de acabar com o período de austeridade no país atraíram muitos eleitores gregos, descontentes com a deterioração do padrão de vida e aumento dos impostos. A retórica contra os resgates internacionais, no entanto, renova dúvidas de investidores sobre se a Grécia será capaz de sair de sua crise financeira. Autoridades europeias temem que, com a vitória do Syriza, o país volte a ser o epicentro de uma crise no continente. Nesta segunda-feira, em Bruxelas, os ministros do Eurogrupo – os 19 países que integram o euro – vai se reunir para analisar o resultado da eleição grega.

(Com agências EFE e AFP)

FONTE: VEJA