quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Justiça Eleitoral é lenta em defender Marina das mentiras de Dilma, diz Setti

"Justiça Eleitoral é lenta em defender Marina das mentiras de Dilma", diz Ricardo Setti. No "Aqui entre nós" de hoje, Joice Hasselmann conversa com o colunista de VEJA sobre as trocas de farpas entre a presidente-candidata e Marina e a falta de oposição por parte de Aécio Neves.



fonte: Veja

Do ministério para a lanterna nas eleições


Alexandre Padilha, Gleisi Hoffmann e Marcelo Crivella tentaram usar o cargo para aumentar popularidade, mas as pesquisas mostram que a tática falhou

Gabriel Castro, de Brasília
Candidatos ao governo do PT: Padilha (SP), Gleisi Hoffman (PR) e Marcelo Crivella (RJ)
Candidatos ao governo do PT: Padilha (SP), Gleisi Hoffman (PR) e Marcelo Crivella (RJ) (Felipe Cotrim/Divulgação/VEJA)
Em uma eleição na qual a favorita à Presidência tem apenas dois minutos de TV e uma estrutura de campanha muito menor do que a de dois adversários, a correlação entre o uso da máquina e o resultado das urnas parece ser mais fraca do que já foi no passado. E há casos concretos para comprovar isso. Em abril, cinco ministros do governo Dilma deixavam seus postos para participar das eleições. Desses, quatro se candidataram a governador. Três caminham para uma derrota nas urnas. Aparentemente, ter participado de um governo cuja popularidade fica em torno dos 34% não é uma vantagem eleitoral.
Os ex-ministros de Dilma usaram o quanto puderam a estrutura do Estado para aumentar sua exposição sob os holofotes. Alexandre Padilha, da Saúde, Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, e Marcelo Crivella, da Pesca, usaram seus cargos como plataforma eleitoral.

Padilha intensificou as viagens a São Paulo e aumentou a frequência com que concedia entrevistas. Mais a divulgação do Mais Médicos e a companhia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos palanques não ajudou o petista a ganhar votos. Tanto que partiu do próprio Lula uma recomendação aos correligionários: que reforcem a campanha de Paulo Skaf (PMDB) para tentar derrotar o tucano Geraldo Alckmin.Apesar de ter subido na última pesquisa Datafolha, Padilha tem apenas 7% das intenções de voto.

No Paraná, Gleisi também está em terceiro lugar, muito distante do segundo colocado, Roberto Requião (PMDB) e ainda mais do líder nas pesquisas, o tucano Beto Richa. A ex-ministra da Casa Civil, que chamou a atenção da presidente Dilma Rousseff ainda no início de seu primeiro mandato no Senado, deve passar os próximos quatro anos cumprindo o mandato no Congresso.

Crivella, que sustentava a vice-liderança no Rio, caiu para o terceiro lugar na disputa graças à ascensão do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), dono de uma máquina mais poderosa e de mais tempo na televisão. Ou seja: o ex-ministro da Pesca não tem um prognóstico muito positivo.

Também no Rio de Janeiro, o também ex-ministro Carlos Lupi, que deixou o cargo evolvido em denúncias de corrupção e depois se reabilitou com a presidente Dilma Rousseff, tem apenas 3% das intenções de voto na disputa pelo Senado no Rio de Janeiro. Ele perde até para o candidato do nanico PCB.

A exceção é o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Fernando Pimentel.O petista lidera as intenções de voto na eleição para o governo de Minas Gerais. O vice dele, Antônio Andrade (PMDB), também fez parte da equipe de Dilma: foi ministro da Agricultura. Na terra de Aécio Neves, entretanto, o tucano Pimenta da Veiga (PSDB) tem crescido nas pesquisas. Com ou sem Pimentel no governo, tudo indica que o saldo dos ex-ministros de Dilma não será dos melhores nestas eleições.


fonte: Veja

Costa decide ficar calado em depoimento à CPMI da Petrobras


Ex-diretor de abastecimento preferiu não responder às perguntas sobre denúncias de irregularidades na estatal

Desde o dia 29 de agosto, Costa tem prestado depoimentos à Justiça no qual vem revelando a participação de políticos (Geraldo Magela/Agência Senado)
Desde o dia 29 de agosto, Costa tem prestado depoimentos à Justiça no qual vem revelando a participação de políticos

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, decidiu ficar calado em sessão da Comissão Parlamentar Mista de inquérito que investiga denúncias de corrupção na Petrobras. Ao ser dada a palavra a Costa, o ex-diretor da estatal recorreu ao direito constitucional de permanecer em silêncio diante dos parlamentares. “Boa tarde a todos. Vou me reservar ao direito de ficar calado”, afirmou, dizendo na sequência que não se importava se a sessão fosse secreta ou aberta. 

Antes da entrada de Costa, foram apresentadas questões de ordem para que a sessão fosse realizada de forma secreta, mas a maioria dos parlamentares rejeitou a ideia. O líder do PT, senador Humberto Costa, disse que todas as vezes em que foram feitas sessões secretas, a estratágia acabou sendo frustrada. “Não existe sessão secreta neste Congresso Nacional . Tudo que aconteceu em outras sessões secretas foi revelado”. Ele citou outras CPIs como a que investigou Carlinhos Cachoeira e a que ouviu Demóstenes Torres em que os próprios parlamentares foram os responsáveis por “vazar as informações”. 

A negativa de Costa coincide com a mudança dos parlamentares da base aliada que decidiram rever a estratégia a ser adotada para a sessão. Os aliados defendem que, em vez de tentar ouvi-lo numa sessão reservada, o melhor é cobrar uma reunião aberta. A avaliação é a de que aceitar uma sessão fechada colocaria o governo na defensiva, uma vez que as "versões" dos vazamentos poderiam ser controladas pela oposição. 

Apenas os parlamentares da oposição seguiram pedindo para que a sessão fosse feita de forma secreta. Em alguns momentos a sessão chegou a ficar tensa com troca de acusações entre deputados e senadores. “Muito me constrange ter que fazer questionamento sem a devida resposta”. Disse o relator, Marco Maia (PT) abrindo mão de continuar perguntando a Costa. 

Mais cedo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, esteve no gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Depois da audiência, Janot afirmou que, em casos de delação premiada, o sigilo é obrigatório. “A lei impede que qualquer pessoa se refira a eventual delação e a seu conteúdo. É imposição do sigilo legal”, salientou.


fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2014/09/17/interna_politica,569970/costa-decide-ficar-calado-em-depoimento-a-cpmi-da-petrobras.shtml