domingo, 17 de maio de 2015

Empresa ligada a colaborador do PT é punida pelo TCU por superfaturamento


Estadão Conteúdo
O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou a empresa Dialog Serviços de Comunicação e Eventos e seus dirigentes ao pagamento de multas, por conta de irregularidades cometidas em um contrato firmado em 2008 com a então Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap), atual Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
A empresa, atualmente chamada Due Promoções e Eventos, pertencia ao empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, conhecido como Bené. Ligado ao PT, Bené tinha contratado a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra para defendê-lo no processo na corte de contas, em razão de ocorrências de superfaturamento em serviços prestados à Seap.
Depois de ouvir os argumentos de cada um dos investigados no caso, o TCU concluiu que as irregularidades persistiam e multou os responsáveis pelas contratações e a própria empresa. Somadas, as punições chegam a quase R$ 3 milhões. Bené não é citado no processo do tribunal, mas cinco representantes de sua empresa foram multados individualmente, com punições de R$ 110 mil a R$ 250 mil. Paralelamente, o tribunal pediu à Advocacia-Geral da União (AGU) que, por meio do Ministério Público junto ao TCU, tome medidas necessárias para o bloqueio dos bens dos responsáveis.
O então ministro da Seap, Altemir Gregolin, também foi multado, por conta de aprovação de termos aditivos acima do permitido, entre outras irregularidades. No seu caso, porém, a multa foi bem inferior, de apenas R$ 9 mil.
O contrato firmado com a Due tinha o propósito de apoiar a realização da 3ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (3ª Cnap), evento de grande porte que ocorreu em Brasília (DF), em outubro de 2009. O contrato com a empresa foi fechado um ano antes, pelo valor total de R$ 5,7 milhões. Depois de receber uma denúncia anônima, o TCU passou a investigar o caso e encontrou uma série de irregularidades no processo, entre elas o pagamento por serviços não executados ou com execução inferior ao que foi pago.
A Seap pagou por 20 mil refeições durante o evento, apesar de o serviço de alimentação ter indicado consumo de apenas 14.192 refeições. Quanto a diárias de hotel, foram orçadas e pagas 4.228 diárias, mas aquelas efetivamente utilizadas chegaram a 3.099. Em cinco serviços contratados - hospedagem, degravação de conteúdo, seguranças, toalhas de mesa e pontos de acesso - o valor total pago chegou a R$ 1,366 milhão, quando o que foi realmente realizado alcançava R$ 557 mil, ou seja, o governo desembolsou R$ 809 mil a mais do que devia, concluiu o TCU.
O então ministro Altemir Gregolin não conseguiu justificar ao tribunal a aprovação de três termos aditivos ao contrato. "Foram utilizados os recursos obtidos mediante o acréscimo ilegal de 100% do valor original, formalizado, após o término do evento, por meio do 3º Termo Aditivo, em 3/10/2009", relatou o TCU.
"De modo geral, as alegações da empresa apenas reiteraram argumentos apresentados anteriormente e analisados exaustivamente nas instruções da unidade técnica. Não foi encaminhada qualquer comprovação documental nova, para, por exemplo, fundamentar as supostas variações no valor das diárias à época da Conferência", declarou em seu voto a ministra relatora Ana Arraes.
A decisão final do plenário do TCU sobre o caso era aguardada desde 2013, quando a área técnica da corte já havia apontado as irregularidades nas contratações. Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, dono da Due Promoções, ganhou notoriedade em 2010 ao ajudar a pagar o aluguel de uma casa em Brasília onde funcionou um núcleo da pré-campanha de Dilma Rousseff. Já Erenice foi braço direito de Dilma na Casa Civil. Depois, a substituiu no cargo de ministra. Erenice deixou o posto em 2010, em meio a suspeitas de tráfico de influência. A reportagem tentou contato com a Due Promoções, mas não obteve retorno.


Fonte:http://www.dgabc.com.br/Noticia/1341314/empresa-ligada-a-colaborador-do-pt-e-punida-pelo-tcu-por-superfaturamento

Juíza e promotora tiram selfie com Fernandinho Beira-Mar, diz notícia falsa


Boato – Durante julgamento em que foi condenado a 120 anos de prisão, Fernandinho Beira-Mar tirou uma selfie com juízes e promotores.
No dia 14 de maio de 2015, o traficante Fernandinho Beira-Mar acabou condenado por mais 120 anos de prisão por causa de uma guerra de facções causada em 2002 quando quatro rivais foram assassinados.
Fernandinho Beira-Mar tira selfie ao lado de juíza e promotora, diz boato
Fernandinho Beira-Mar tira selfie ao lado de juíza e promotora, diz boato
A sentença fez com que Fernandinho Beira-Mar chegasse a 320 anos de prisão. A pena total do traficante fez com que ele encarasse até com certa tranquilidade o último julgamento. Em uma das fotos, ele manda beijo para alguém e está acompanhado de duas mulheres. De acordo com um texto que rolava na internet, elas seriam a juíza e promotora do caso. Leia:
Na madrugada desta quinta-feira (14), um dos grandes absurdos ocorrido no julgamento do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, culpado por liderar uma guerra de facções, em 2002, não foi ter sido condenado a 120 anos de prisão, mas o fato de alguns juízes e promotores que participaram da sentença aceitarem tirar uma selfie com o condenado.
A imagem viralizou na internet e causou revolta. Afinal, seria ético a pessoa que julga e a que acusa tirar foto com a “celebridade” que está sendo julgada? Mas antes que você também “fique revoltado”, saiba que a história, que foi divulgada inicialmente pelo portal amazonense Holanda, não é bem assim.
Primeiro, não foi um selfie. Tecnicamente, um selfie é uma foto tirada por você mesmo. E como é possível notar, nem Fernandinho e nem as mulheres da imagem têm uma câmera ou celular na mão. Neste link, há inclusive o crédito de quem tirou a foto: é de Fernando Souza, da Agência O Dia.
A segunda informação falsa é que elas seriam juíza e promotora do caso. Na realidade, é um juiz que avalia o caso. Essa matéria do Terra aponta que se chama Fábio Uchôa. Na mesma matéria, é descrito que as advogadas Cecília Gomes e Amanda Vanderlei (irmã de Fernandinho) estavam no julgamento. E é elas que estão nas imagens.
Posteriormente, até o próprio Portal Holanda assumiu o erro e compartilhou a informação certo. Mas caso você só tenha visto a primeira versão, a gente atesta por aqui. Tudo não passa de boato.

Fonte: Boato.org

sábado, 9 de maio de 2015

Dono da UTC diz que doou R$ 7,5 mi à campanha de Dilma para não ser prejudicado


De acordo com reportagem do jornal 'Folha de S.Paulo', empreiteiro contou a procuradores da Lava Jato que temia por seus negócios com a Petrobras. Ele também disse ter feito doações clandestinas em favor de Lula e Haddad





Presidente da construtora UTC, empresário Ricardo Pessoa chega a Superintendência da Polícia Federal no bairro da Lapa, Zona Oeste de São Paulo - 14/11/2014
Presidente da construtora UTC, empresário Ricardo Pessoa chega a Superintendência da Polícia Federal no bairro da Lapa, Zona Oeste de São Paulo - 14/11/2014(Marcos Bezerra/Futura Press/VEJA)

O empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, apontado no escândalo do petrolão o chefe do 'clube do bilhão', contou aos promotores da força-tarefa da Operação Lava Jato que doou 7,5 milhões de reais à campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff porque temia ter seus negócios com a Petrobras prejudicados, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada neste sábado (9). O empresário disse ter tratado da doação diretamente com o tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, com quem se reuniu a pedido do então tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. Edinho é hoje ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, e Vaccari está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná.
Pessoa passou quase seis meses na cadeia por envolvimento com o esquema de corrupção investigado na Lava Jato - hoje está em prisão domiciliar. Em janeiro, VEJA revelou um manuscrito de seis folhas em que Pessoa afirmava que Edinho Silva "está preocupadíssimo" com os rumos da investigação: "Todas as empreiteiras acusadas de esquema criminoso da Operação Lava Jato doaram para a campanha de Dilma", escreveu, em tom de ameaça. O empreiteiro começava então a mostrar disposição para contar tudo o que sabe sobre o esquema em acordo de delação premiada - e o que ele sabe é dinamite pura, como mostrou VEJA em fevereiro: o esquema começou a funcionar em 2003, organizado pelo então tesoureiro do PT Delúbio Soares; a UTC financiou clandestinamente as campanhas do ministro Jaques Wagner; a UTC ajudou o ex-ministro José Dirceu a pagar despesas pessoais; a campanha de Dilma e o PT receberam 30 milhões de reais desviados da Petrobras.
De acordo com a reportagem da Folha deste sábado, Pessoa também contou ao Ministério Público que contribuiu com 2,4 milhões de reais para o caixa dois da campanha à reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006; e mais 2,4 milhões de reais para quitar dívidas da campanha de Fernando Haddad pela prefeitura de São Paulo, em 2012. O valor teria sido abatido da conta de propinas do esquema na Petrobras. Conforme a reportagem, o empreiteiro também revelou que a maior parte dos valores pagos à consultoria do ex-ministro de Lula José Dirceu foi repassada após a prisão do petista, atendendo a um pedido de ajuda financeira de sua família. Segundo a reportagem, o PT rechaçou as acusações e afirmou que todas as doações foram feitas dentro da lei.
(Da redação)


Fonte: Veja