quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Enfim, o apoio


Romário:apoio no segundo turno
Romário: apoio no segundo turno
Depois de muitas negociações e recuos, Romário finalmente decidiu apoiar Aécio Neves. Ontem, os dois selaram o acordo.
Romário gravou hoje em Brasília, sem alarde, um depoimento que será exibido amanhã à noite, no programa de TV do tucano.
Romário, eleito senador com 4,6 milhões de votos no Rio de Janeiro, é visto na campanha de Aécio como um trunfo para a busca de votos nestes últimos dias no terceiro maior colégio eleitoral do Brasil.
Por Lauro Jardim

Nada mudou — no Datafolha ao menos: 52% a 48% para Dilma. E o papo da agressividade. Ou: Os brasileiros, os números e a realidade


O Datafolha voltou a fazer uma pesquisa eleitoral nesta terça-feira. Tudo segue como na segunda: segundo o instituto, a petista Dilma Rousseff mantém 52% dos votos válidos, e o tucano Aécio Neves, 48%. Nos votos totais, ele aparece com o mesmo número do dia anterior: 43%, e ela teria oscilado um para cima: 47%. É rigorosamente igual a nada. A margem de erro, segundo o Datafolha, e de dois pontos para mais ou para menos, Foram ouvidas 4.355 pessoas em 256 municípios.
A pesquisa traz alguns dados curiosos. Segundo se apurou, 71% dos entrevistados rejeitam a agressividade na campanha, e 27% consideram que ela faz parte do jogo. Disseram não saber 2%. Contra todas as evidências — e, certamente, os números —, 36% dizem que o mais agressivo é o tucano; 24%, que é a petista. Ora, basta ver o horário eleitoral e a quantidade de ataques desferidos pela propaganda do PT para constatar que essa percepção está obviamente errada.
O curioso é que, segundo se sabe, o PT promete continuar a desferir porradas a três por quatro e atribui a esse comportamento virulento o fato de Dilma ter passado numericamente à frente de Aécio — embora os dois, reitere-se, entejam empatados. A campanha tucana, é visível, resolveu investir mais nas propostas. Se os números do Datafolha fazem sentido, as peças publicitárias de Dilma têm de ser mais rejeitadas do que as de Aécio. Nunca nos esqueçamos de que foi o petismo que introduziu no debate o viés do ataque pessoal. Contra Dilma, até agora, Aécio nada lançou, a não ser a informação de que seu irmão era funcionário fantasma da Prefeitura de Belo Horizonte quando o prefeito era o petista Fernando Pimentel. E, ainda assim, respondia com a mesma moeda a um ataque feito a um familiar seu.
Essa conversa cria um ruído danado, não é? Afinal, entra na cota da agressividade demonstrar, por exemplo, que a Petrobras foi tomada por uma quadrilha de assaltantes e que, durante os governos petistas, a empresa serviu a interesses partidários? Entra na cota da agressividade evidenciar os desastres da dupla Dilma-Mantega na economia?
Ah, sim: a pesquisa Datafolha informa também que os brasileiros estão mais otimistas com a economia. Em menos de um mês, cresceram de 12% para 21% os que dizem que a inflação vai cair, e diminuíram de 50% para 31% os que afirmam que ela vai crescer. Nota: no período, ela aumentou. Subiram de 32% para 44% os que acham que a situação econômica vai melhorar, e foram de 25% para 15% os que avaliam que vai piorar. No período, todos os indicadores econômicos pioraram. Por que é assim? Por que o Datafolha colheu esses números? Sei lá. Perguntem aos brasileiros que responderam a pesquisa.
Por Reinaldo Azevedo

Aécio vai exibir fala de Marina sobre baixaria do PT


O candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) e a candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (Rede), concedem entrevista em São Paulo
O candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) e a candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (Rede), concedem entrevista em São Paulo (Joel Silva/Folhapress)
Depois de quase três semanas longe do horário eleitoral, Marina Silva reaparecerá na noite desta quarta-feira no programa da campanha de Aécio Neves (PSDB). Em uma fala de dois minutos e quinze segundos, a ex-candidata, que teve 21% dos votos do primeiro turno, destacará a linha agressiva adotada pelo PT nesta eleição. A ambientalista relembrará os ataques caluniosos que sofreu no primeiro turno e falará de como esse mesmo tom belicoso está sendo agora empregado contra Aécio. Marina falará ainda sobre os compromissos assumidos pela campanha tucana que motivaram sua declaração de apoio. Entre eles, a defesa do fim da reeleição e a criação de políticas ambientais capazes de preservar recursos naturais sem impedir o crescimento econômico. O texto foi elaborado a partir de uma sugestão do marqueteiro tucano Paulo Vasconcelos e submetido ao crivo do grupo mais próximo de Marina, entre eles, Toinho Alves, seu conselheiro desde a primeira candidatura, ainda nos anos 1980, e de Nilson Oliveira, coordenador de comunicação da campanha dela. Marina Silva gravou ainda inserções que serão veiculadas nos próximos dias. (Mariana Barros e Bela Megale, de São Paulo)

FONTE: VEJA