Ex-deputado e ex-dirigentes do Banco Rural cumprirão pena em Belo Horizonte; Pedro Henry e Pedro Corrêa serão transferidos ainda nesta semana
Marcela Mattos, de Brasília

Romeu Queiroz foi condenado a seis anos e seis meses por lavagem de dinheiro e corrupção passiva (Alan Marques/Folhapress)
Três mensaleiros presos no Complexo da Papuda, em Brasília, foram transferidos nesta segunda-feira para Belo Horizonte (MG), onde seguirão cumprindo suas penas. São eles o ex-deputado Romeu Queiroz e os ex-dirigentes do Banco Rural Vinícius Samarane e José Roberto Salgado.
De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, os três deixaram a Papuda na manhã desta segunda e foram escoltados até o aeroporto. Durante todo o trajeto, inclusive no avião, foram acompanhados por agentes penitenciários federais. Antes de serem encaminhados para suas respectivas unidades prisionais, os mensaleiros passarão por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML) de Minas.
A assessoria do Depen informou ainda que os ex-deputados Pedro Henry (PP-MT) e Pedro Corrêa (PP-PE), que também aguardam transferência, não deixaram a Papuda ainda por falta de passagem, já que o processo é feito em voo comercial e, por causa do recesso de fim de ano, as aeronaves já estão sem vagas. Os dois devem ser transferidos ainda nesta semana.
Romeu Queiroz foi condenado a seis anos e seis meses pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Preso em regime semiaberto, o ex-deputado solicitou ao Supremo Tribunal Federal para deixar a prisão durante o dia para trabalhar em sua empresa de consultoria, a RQ Participações S/A. O presidente da corte, Joaquim Barbosa, decidiu que será a Vara de Execuções Penais de Ribeirão das Neves dará o parecer sobre o pedido.
Já Vinícius Samarane foi condenado a oito anos e nove meses de prisão por gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, e José Roberto Salgado a 16 anos e oito meses pelos mesmos crimes de Samarane, além de evasão de divisas e formação de quadrilha.

Simone Vasconcelos e Kátia Rabelo (de chapéu claro) andam no 19 do Batalhão da Polícia Militar do DF, que é parte do complexo do presídio da Papuda - Daniel Vorley/Frame/Folhapress
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