sábado, 7 de dezembro de 2013

UMA ANÁLISE DESAPAIXONADA DA UNIFICAÇÃO DAS POLÍCIAS E DA PEC 51 – PARTE 2

 

Caros Leitores, no primeiro artigo que versa do presente tema (http://jornalgalodebriga.blogspot.com.br/2013/12/uma-analise-desapaixonada-da-unificacao.html), demonstramos a falta de legitimidade dos autores da PEC 51 em construir uma profunda reforma no atual Sistema de Segurança Pública no Brasil.  Bem, neste artigo e nos próximos, demonstraremos as incongruências deste projeto e de suas falácias.

Antes de adentrar ao projeto, é importante fulminar o argumento que está sendo vendido aos quatro cantos de que “para o Brasil, conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, precisará desmilitarizar a sua Polícia Militar”.

Este argumento é mais uma “falácia” arquitetada pelos “comunistas” criadores da PEC 51. Estes senhores acham que somos pessoas desprovidas de inteligência, que não possuímos senso crítico e somos incapazes de perceber as verdadeiras intenções que há por trás desta proposta de alteração da Constituição Federal.

Antes de tudo, o que é o Conselho de Segurança da ONU?   O Conselho de Segurança das Nações Unidas é um órgão da Organização das Nações Unidas cujo mandato é zelar pela manutenção da paz e da segurança internacional. É o único órgão do sistema internacional capaz de adotar decisões obrigatórias para todos os Estados-membros da ONU, podendo inclusive autorizar intervenção militar para garantir a execução de suas resoluções.

Ora, se este organismo utilizará a intervenção militar para fazer cumprir suas determinações, é sinal que a ONU não é contrária às organizações militares, não é verdade ?!

O Conselho de Segurança é composto por 15 membros, sendo 5 membros permanentes com poder de veto: os Estados Unidos, a França, o Reino Unido, a Rússia  e a República Popular da China. Os demais 10 membros são eleitos pela Assembleia Geral para mandatos de 2 anos.

Já que o Brasil quer ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, então vamos analisar as estruturas das polícias de pelo menos 3 países que  possuem o assento permanente:

ü  Os Estados Unidos possui as seguintes Polícias Militares:

Military Police Corps, no Exército dos EUA;

Provost Marshal's Office, no Corpo de Marines dos EUA;

Masters-at-arms, ocasionalmente auxiliados pelos membros temporários da shore patrol (SP, patrulha costeira) em terra, na Marinha dos EUA;

Security Forces - anteriormente designada "Security Police (SP, Polícia de Segurança)" e antes disso "Air Police (Polícia Aérea)" - na Força Aérea dos EUA.

E ainda há a Guarda Costeira dos EUA que é um serviço militar, marítimo, de múltiplas missões, e é uma das cinco Forças Armadas norte-americanas.

ü  A França possui as seguintes Polícias Militares:

A Gendarmarie nationale é um ramo das Forças Armadas Francesas, mas também possui atribuições de polícia judiciária. É uma espécie de polícia híbrida, as quais se acrescem às suas missões civis como uma das componentes do sistema de ordem pública do país.

As funções de polícia militar da Gendarmerie são desempenhadas por algumas das suas formações especializadas. Assim, a Gendarmerie de l'air (Gendarmaria do Ar) atua como polícia militar nas bases aéreas e a Gendarmerie maritime (Gendarmaria Marítima) atua como polícia militar nas bases navais, além de atuar como guarda costeira. Já a Gendarmerie prévôtale assume a função de polícia militar junto das unidades das Forças Armadas Francesas em campanha e nas bases militares situadas no exterior do país.

A Legião Estrangeira dispõem de destacamentos de polícia militar encarregados da manutenção da ordem interna e da disciplina no seu seio. Os seus membros são identificados pelo uso de um braçal verde e vermelho com a inscrição "PM" em letras brancas.

Em matéria de segurança militar, as Forças Armadas Francesas dispõem também da Direction de la protection e de la sécurité de la défense (DPSD, Direção da Proteção e da Segurança da Defesa) - tem como missão velar pela segurança dos militares e das informações.

ü  O Reino Unido possui as seguintes Polícias Militares:

A Royal Navy Police (Polícia da Marinha Real);

Royal Military Police (Real Polícia Militar) ligada ao Exército Britânico;

Royal Air Force Police (Polícia da Real Força Aérea).

 
Bem é desnecessário falarmos da Rússia e da China, uma vez que a própria arquitetura dos seus Estados é fundamentada numa espécie de sistema militar.

Voltemos à falácia (mentira deslavada) de que o Brasil precisar desmilitarizar sua polícia para conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Imaginemos que o Brasil não tenha mais uma Polícia Militar. E imaginemos que o Brasil venha compor o Conselho de Segurança, de forma permanente. Ora, o Brasil iria ser o único país, dos membros permanentes, que não teria uma Polícia Militar. Será realmente que o Brasil precisa desmilitarizar as suas Polícias para conseguir ser o sexto membro efetivo do Conselho de Segurança da ONU? Claro que não!

De onde surgiu esta pérola?

Em julho de 2012, foi publicado um relatório do Conselho dos “Direitos Humanos” da ONU em que possui diversas recomendações (mais de duzentas) propostas por inúmeros países. Dentre estas “recomendações” há a de número 119.60, emitida pelo representante da Dinamarca, em que sugere a extinção da Polícia Militar e sua unificação.

Este relatório é apenas um apanhado de sugestões dos membros de diversos países, portanto, nem se sonha em dizer que há um caráter vinculativo, ou é uma determinação das Nações Unidas.

Este relatório do Conselho dos Direitos Humanos da ONU (de onde surgiu a citada recomendação dinamarquesa) foi embasado pelo Relatório Nacional da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, da lavra da Ministra Maria do Rosário Nunes.

A Ministra Maria do Rosário (pedagoga, oriunda do Partido Comunista) é aquela que recentemente “verteu lágrimas”, por ter assistido um vídeo que virou viral na internet, que mostra um policial alvejando um assaltante, logo após este último tentar roubar a moto de um cidadão.

Agora, nós Bombeiros e Policiais, podemos entender que as bases da PEC 51 estão sendo esculpidas por pessoas que historicamente sempre foram contrárias às Forças de Segurança Pública.

E ainda tem “uns cabra”, presidentes de clube e de associações de Bombeiros e de Policiais, que ficam fazendo coro, em cima de trio-elétrico, para esta cambada de comunista que quer extinguir as Policias e Bombeiros Militares no Brasil.

Por favor, Senhores!!! Se os Senhores representam um segmento da categoria Bombeiro e Policial Militar, ao menos analisem de forma criteriosa, as “bandeiras” que os senhores estão empunhando!

Uma coisa é defendermos a valorização da Segurança Pública e de seus agentes, outra coisa é sermos “massa de manobra” desta “cambada de sem vergonhas revanchistas”, que veem na desmilitarização a oportunidade de controle das polícias através do que eles chamam de “Ouvidoria Externa”, que será composta por pessoas “não-policiais”, ou seja, militantes dos direitos humanos, dirigindo as instituições de segurança.

Senhores Bombeiros e Policiais, não sejamos “massa de manobra” dos arquitetos da PEC 51. Eles, revanchistas que são, querem propor um modelo em que haverá a interferência constante e permanente desses “pseudos defensores dos Direitos Humanos” em nossas instituições.

O Controle Externo de nossas instituições já existe, exercido pelo Controle Social, pelos Tribunais de Contas e pelo Ministério Público!

Imagine o que acontecerá com o policial, desta polícia do “pseudo direitos humanos” - não mais militar-, que tiver que atirar em um bandido, para salvar a vida de um cidadão. Certamente responderá a um processo administrativo disciplinar – PAD, que redundará na sua demissão, e ainda, responderá a uma ação penal, podendo até ficar preso por longos anos.

Será, Senhor Policial, que valerá a pena ser civil e estar sujeito a ser “demitido” a qualquer momento, por estar cumprindo o seu dever funcional de defender a sociedade brasileira? Claro que não!

E não achem aqueles que veem a desmilitarização como a única forma de mudança real do sistema, que esta possível Polícia Única, não terá uma estrutura hierarquizada. Não!!! Terá uma estrutura paramilitar, andarão fardados, terão um código de ética rígido e muito provavelmente, não terá o direito de greve, pois em momento algum, a PEC 51 menciona tal garantia.

O que estes comunistas (Maria do Rosário, Lindbergh Farias, Luiz Eduardo Soares, e Cia) querem é desmantelar uma estrutura do Estado Brasileiro, que sempre defendeu, nos momentos mais difíceis da história do País, a Unidade Nacional.

Portanto, Bombeiros e Policiais Militares, vamos dizer não à PEC 51!

 


Tenente Rajão – Presidente da Executiva Nacional do partido em formação União Para a Defesa Nacional

 

Nos próximos artigos, esquartejaremos a PEC 51 - “PEC Cara Pintada” ou “PEC do Pseudo Direitos Humanos”!!!!!
 
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