Por Christina Lemos
O ex-ministro José Dirceu pode ser o próximo condenado do mensalão a obter autorização de Justiça para trabalhar fora do presídio e utilizar os dias trabalhados em regime semiaberto para abater parte da pena de 7 anos e 11 meses de prisão. ...
O escritório de advocacia de Gerardo Grossi, em Brasília, que oferece trabalho a Dirceu como bibliotecário, deve receber nesta terça a equipe de inspeção da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP/DF). Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT também condenado no mensalão, compareceu nesta segunda-feira ao seu primeiro dia de trabalho como assessor da CUT, em Brasília.
“Eles disseram que viriam entre hoje e amanhã. Estarei a postos, se preciso“ – diz Grossi, que relata ter participado de reunião na VEP na última quarta, junto com outros empregadores de presidiários, para instruções sobre os procedimentos legais. Nesta segunda, o pedido de Dirceu começou a ser analisado pela Seção Psicossocial da Vara, que apresenta parecer para fundamentar a decisão judicial. A expectativa é de que a autorização seja concedida pelo juiz Bruno Ribeiro até o final desta semana.
No caso de Delúbio e Jacinto Lamas, esta etapa consumiu apenas três dias. Ambos foram transferidos do presídio da Papuda para o Centro de Progressão Penitenciária, que fica em região industrial de Brasília. Após a jornada diária de oito horas de trabalho, é para lá que eles retornarão para dormir, a partir de agora. A mesma rotina será aplicada a José Dirceu, caso ele seja autorizado a trabalhar fora. Para cada três dias de trabalho, eles poderão abater um dia da pena.
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