quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Casal é sequestrado na 203 Sul


Um casal viveu momentos de terror dentro do próprio carro na noite de domingo

Eles foram abordados por três assaltantes, sendo dois adolescentes, de 12 e de 15 anos, portando um revólver calibre .38 na comercial da 203 Sul. Por volta das 21h20, as vítimas passavam pela quadra, quando os criminosos anunciaram o assalto, renderam a dupla e entraram no carro, um Voyage prata. Um taxista que passava pelo local avisou a polícia, que passou a procurar o veículo descrito. ...

Na altura da SQS 203/204, o bandido que guiava o automóvel perdeu o controle da direção e colidiu com um poste. Com a batida, uma equipe da Polícia Militar que passava pelo local acabou atingida pelo obstáculo, e os PMs cercaram os assaltantes. Os suspeitos tentaram sair do Voyage usando uma das vítimas como escudo. Um deles fez diversos disparos e escapou do cerco policial. Os jovens foram apreendidos e encaminhados à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Ambos já tinham passagens pela polícia. O de 15 anos, por apropriação indébita. E o mais novo, por uso e porte ilegal de arma.

O sequestro relâmpago não surpreendeu quem trabalha na comercial da 203 Sul. “Não sabia que tinha acontecido isso, mas os assaltos e os roubos estão muito comuns aqui. Antes, era muito tranquilo, mas, agora, os crimes estão aumentando”, lamentou a comerciante Fabienne Pereira Gomes, 24 anos. Ela conta que dezembro foi de apreensão para os lojistas. “A rua e os becos aqui perto estavam lotados de pessoas mal encaradas, que ficam no meio da rua, à luz do dia, geralmente, alterados por bebida e por droga”, contou.

A mulher acredita que o saidão de fim de ano encheu o Plano Piloto de assaltantes. “Eles ganham a liberdade por um curto tempo e aproveitam para cometer roubos. O meu celular foi levado por um homem no mês passado”, reclamou. Segundo Fabienne, o horário preferido dos ataques é durante o expediente. “Eles agem no meio da tarde, com movimento e tudo. Até que na hora de voltar para casa não percebo mais nenhum movimento suspeito”, disse. 

A comerciante, que trabalha há dois anos na quadra da Asa Sul, revela medo por causa da exposição à violência. “A gente não tem como se defender. Não podemos fechar as portas para os clientes”, argumenta. Para ela, o jeito é contar com a ajuda dos colegas. “Quando a gente percebe que alguém estranho entra na loja, uma de nós sai em busca de ajuda com os vizinhos. Despitamos e pedimos socorro”, detalhou. (ML)
Fonte: Jornal Correio Braziliense 

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