A declaração de Ney Matogrosso resume a indignação de artistas com os gastos do Legislativo. Revolta é ainda maior quando se analisa a baixa produtividade dos parlamentares
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| Plenário da Câmara em plena sexta-feira: dia útil para a maioria dos trabalhadores brasileiros, mas não para os deputados federais |
A campanha #vaitrabalhardeputado chegou à classe artística. Cantores e compositores ouvidos pelo Correio manifestaram a indignação diante do quadro de baixa produtividade da classe parlamentar. “O sistemático bloqueio da pauta de votação no Congresso, com os deputados se retirando para não haver quórum, é inadmissível. Eles são pagos para trabalhar e, como qualquer trabalhador, têm que ficar no local de trabalho. Se não estão lá, (o salário) tem que ser descontado”, opina Carlos Lyra, expoente da bossa nova.
Além da baixa produtividade, Lyra chama a atenção para a quantidade exagerada de parlamentares. “Há uma discrepância enorme entre o número de unidades federativas e o número de deputados. Os Estados Unidos, com 300 milhões de habitantes e 50 estados, têm menos deputados do que o Brasil. Lá, eles ganham menos e contam com verbas menores de gabinete. E isso se repete pelos países da Europa”, observa.
Para o cantor e compositor Oswaldo Montenegro, é dever da sociedade cobrar dos representantes no Congresso uma atuação mais efetiva e digna. “Pagamos impostos extorsivos, e parte desse dinheiro é que mantém os deputados. Eles precisam ter consciência da função que exercem e das obrigações que decorrem disso”, disse. “Vai trabalhar, deputado!”, cobrou.
FONTE: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2014/04/06/interna_politica,421588/campanha-vaitrabalhardeputado-chega-a-classe-artistica.shtml

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