IML aponta que lesões podem ter sido feitas com extintor de incêndio.
Namorado dela está preso, suspeito de homicídio e ocultação de cadáver.

O laudo cadavérico da professora Márcia Regina Lopes, encontrada morta em um matagal entre Formosa e Brasilinha, no Entorno do Distrito Federal, indica que ela foi espancada antes de morrer. O documento elaborado pelo Instituto de Medicina Legal (IML) indica que a professora, de 56 anos, tinha lesões no crânio e 15 costelas fraturadas. O corpo dela foi enterrado nesta quinta.
O namorado da vítima, Luis Carlos Penna é o principal suspeito de cometer o crime. Ele está preso desde 29 de março. Ele foi indiciado por homicídio e ocultação de cadáver. Penna já tinha antecedentes criminais por agressões a mulheres e crime contra a honra de terceiros. Em seu primeiro depoimento à polícia, Penna negou envolvimento com a morte da namorada.
A professora sumiu no dia 9 do mês passado – mesma data apontada pelo laudo como a da possível morte dela. Segundo os investigadores, as agressões a ela foram feitas com um extintor de incêndio.
“O crânio apresentava uma extensa fratura ramificada estendendo-se da base do crânio até ponto próximo do vértex, do lado esquerdo, produzida por ação contundente de grande impacto, compatível com o instrumento extintor de incêndio", diz o laudo.
Ainda segundo o documento, "todas as fraturas apresentavam reação vital, ou seja, foram produzidas em vida". O corpo de Márcia foi encontrado em 31 de março, em uma área de cerrado próxima a rodovia GO-180, na divisa do DF com Planaltina de Goiás.
No local onde o cadáver estava, os peritos encontraram gravetos e roupas queimadas, o que aponta que o assassino ateou fogo ao corpo da professora após matá-la. Dois anéis, uma corrente metálica, um pingente, um brinco, um bracelete, um prendedor de cabelo e uma sandália foram encontrados pelos investigadores.
Entenda o caso
A professora Márcia sumiu no dia 9 de março e o corpo dela só foi descoberto 22 dias depois. Em depoimento à polícia, o namorado dela declarou que Márcia sumiu depois de deixá-lo no Parque da Cidade.
A professora Márcia sumiu no dia 9 de março e o corpo dela só foi descoberto 22 dias depois. Em depoimento à polícia, o namorado dela declarou que Márcia sumiu depois de deixá-lo no Parque da Cidade.
A versão dele, no entanto, foi desmontada pela investigação. A polícia informou que vestígios de sangue da professora foram encontrados no carro dela dias após o sumiço.
Irmão caçula de Márcia, Ézio Tadeu Lopes disse ao G1 poucos dias após o sumiço da professora que o casal já havia namorado antes e reatou havia poucos meses. Segundo o engenheiro florestal, a família não conhecia o suspeito, mas não era a favor do relacionamento.
"Por ocasião do primeiro rompimento, [a volta] gerou um certo desconforto. Mas ela é uma pessoa adulta, faz as próprias escolhas. Nos incomodou muito que eles reataram, mas nada contra ele, nunca nos posicionamos contra ele. É que términos são sempre difíceis. Mas essas são escolhas que cada um faz", afirmou Lopes na época.
Ela trabalhava em um colégio particular do Sudoeste e morava com o namorado em Águas Claras. No dia 21, o carro dela foi encontrado intacto, em uma quadra comercial de Sobradinho.

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