A história politica de Brasília se repete de quatro em quatro anos. O homem que foi considerado o delator de um dos maiores esquemas de corrupção dos últimos 20 anos, a cada ano renova seu arsenal para acuar quem estiver no governo. A movimentação em torno do delator premiado pelo Ministério Público Federal , Durval Barbosa (foto), é intensa e ele anda atuando nos porões em busca de queijos para se satisfazer e engordar acuando quem quiser se sentar na principal cadeira do Burití. Agentes da Polícia Federal, responsáveis pela segurança e integridade do delator, assistem de camarote a procura dos desesperados que um dia foram alvo do veneno da delação. O temido Durval Barbosa diz carregar um baú com pessoas que participaram do esquema corrupto dentro do Palácio do Buriti e agora dá sinais para alguns que serão poupados pela gota letal do veneno nas eleições de outubro. Mas tem aqueles que serão eternos alvos, estarão no sacrifício e vão servir de alimento para o poder que o delator diz ter em suas mãos. Há pessoas que estão aproveitando o momento de pré-campanha para sinalizar poderes de destruição na corrida eleitoral que não possuem. Para alguns candidatos, basta olhar em torno de Durval Barbosa para temer as investidas que, com certeza, serão feitas na campanha de 2014. Nesta sexta-feira, o delator Durval Barbosa, em mais uma oitiva no processo Caixa de Pandora, confessou ter editado os vídeos divulgados durante o processo da delação premiada e disse também que as gravações foram efetuadas com seu equipamento e não o da Polícia Federal. Afirmou ainda que os vídeos são da época em que Joaquim Roriz era o governador. O corpo jurídico dos envolvidos no processo da Caixa de Pandora comemoraram a confissão do delator. Mas, a estratégia usada por Durval é política e a intenção é puxar o ex-governador Joaquim Roriz para dentro da Caixa, desgastando a sua imagem e enfraquecendo sua filha, Liliane Roriz, que foi indicada para vice na chapa de Arruda. Para os advogados dos envolvidos, o que valeu foi a confissão, que abre uma brecha para atuar na defesa. Por outro lado, o delator procura se cacifar falando, baixinho, que qualquer candidato à principal cadeira do Palácio do Buriti terá que passar por seu crivo. Com isso, são identificados os macacos que pulam de galho em galho, mas respeitam o gorila.
FONTE: http://www.jornaldebrasilia.com.br/coluna/noticias/292/isso-e-mino-pedrosa/
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